O sistema eleitoral brasileiro, com sua organização centralizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o uso de urnas eletrônicas, é frequentemente tema de debates. Mas essa não é a única forma de conduzir uma eleição. Pelo mundo, diferentes países adotam modelos variados de votação e fiscalização, cada um com suas particularidades.
Conhecer outros sistemas ajuda a entender a complexidade do processo democrático. Enquanto o Brasil aposta na tecnologia para agilizar a apuração, nações vizinhas e potências globais seguem caminhos distintos, baseados em tradição, legislação local e na própria estrutura política.
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O sistema descentralizado dos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, não existe um órgão federal único que organize as eleições, como o TSE. O processo é totalmente descentralizado, com cada um dos 50 estados definindo suas próprias regras. A responsabilidade pela execução fica a cargo de milhares de jurisdições locais, como condados e municípios, que administram desde o registro de eleitores até a contagem dos votos.
A forma de votar também varia muito. Alguns locais usam urnas eletrônicas com comprovante impresso, enquanto outros mantêm a tradicional cédula de papel, que é escaneada por uma máquina ou contada manualmente. O voto por correio é outra modalidade comum e amplamente utilizada. A fiscalização é feita por funcionários eleitorais locais e observadores indicados pelos partidos Democrata e Republicano.
Voto em papel e fiscalização partidária na Argentina
Na Argentina, o sistema é nacional, mas a votação ocorre integralmente em papel. Os eleitores recebem as cédulas, marcam suas escolhas em uma cabine e depositam o voto em uma urna de papelão lacrada. A tecnologia entra em cena apenas em etapas posteriores, como na transmissão dos resultados preliminares.
A apuração começa logo após o fechamento das seções eleitorais. A contagem dos votos é manual, realizada pelos mesários na presença de fiscais de todos os partidos políticos concorrentes. Cada sigla tem o direito de indicar seus próprios representantes para acompanhar o processo em cada local de votação, garantindo uma vigilância mútua e transparente durante a contagem de cada cédula.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
