Em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, está localizado um dos mais importantes complexos culturais do país: o Museu Mariano Procópio. Fundado em 1915 e oficialmente inaugurado ao público em 1921, ele é o primeiro museu de Minas Gerais e um guardião de relíquias do período imperial brasileiro, abrigado em uma área verde que funciona como um oásis na cidade.
A história do complexo começa com o comendador Mariano Procópio Ferreira Lage, que mandou construir a Villa Ferreira Lage, concluída em 1861, para hospedar o imperador dom Pedro II e sua família. Após sua morte, seu filho, Alfredo Ferreira Lage, transformou o local em um museu em homenagem ao pai, dedicando sua vida a ampliar o acervo com peças de grande valor histórico e artístico.
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O espaço é composto pela Villa Ferreira Lage, de estilo renascentista, e pelo Prédio Mariano Procópio, um anexo inaugurado em 1922 para abrigar a coleção crescente. Juntos, os edifícios e o parque ao redor formam um conjunto arquitetônico e paisagístico único, que atrai visitantes de todo o Brasil.
O que ver no acervo do museu
O acervo do museu é um mergulho na história e na arte do Brasil, com cerca de 53 mil objetos. A coleção é eclética e inclui desde peças do período colonial e imperial até itens de história natural. Entre os destaques estão pinturas, esculturas, mobiliário, indumentária, armas e documentos raros.
Uma das peças mais emblemáticas é o quadro “Tiradentes esquartejado”, de Pedro Américo. O museu também guarda objetos pessoais da família imperial, como o fardão utilizado por D. Pedro II em sua coroação, além de uma coleção de carruagens e veículos do século XIX. A seção de história natural, com animais taxidermizados e minerais, complementa a experiência.
O parque e a arquitetura
Além das exposições, o parque do Museu Mariano Procópio é uma atração à parte. O projeto paisagístico é atribuído ao francês Auguste Glaziou, o mesmo responsável pelo jardim da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, embora haja controvérsias sobre a autoria. O local é um jardim botânico com espécies raras da flora brasileira e estrangeira. Lagos, pontes e coretos criam um ambiente ideal para passeios.
A arquitetura dos prédios reflete o ecletismo do século XIX, combinando elementos neoclássicos e renascentistas. A Villa, com seus afrescos e decoração original, transporta o visitante diretamente para o cotidiano da elite da época. Após um longo período fechado para restauração, o complexo é hoje um dos principais pontos turísticos de Juiz de Fora e um centro de pesquisa e educação fundamental para a região.
Previsão de reabertura
O Museu Mariano Procópio segue temporariamente fechado após os impactos causados pelas fortes chuvas que atingiram a cidade em fevereiro de 2026. A medida, que inclui a interdição do parque e do prédio histórico, foi adotada de forma preventiva para garantir a segurança de visitantes e funcionários. Até o momento, ainda não há previsão oficial para a reabertura do espaço.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
