O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo sua projeção para a economia mundial em 2026, indicando um crescimento de 3,1%. O novo relatório, divulgado em abril, representa um corte em relação à previsão anterior de 3,3%, feita em janeiro, e é motivado principalmente pela escalada de tensões geopolíticas.

Guerra no Oriente Médio é o principal fator

A principal razão para a desaceleração, segundo o FMI, é o conflito no Oriente Médio envolvendo EUA, Israel e Irã, iniciado em fevereiro de 2026. A instabilidade resultou no fechamento do Estreito de Ormuz e em danos a instalações de energia, causando um choque nos preços do petróleo e interrupções nas cadeias de suprimentos globais.

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Embora a inflação persistente e os juros elevados em economias avançadas continuem sendo um desafio, o impacto do conflito se tornou o principal obstáculo para a recuperação econômica, reduzindo a confiança de investidores e consumidores em todo o mundo.

Brasil tem projeção elevada em meio à crise

Na contramão da tendência global, o Brasil teve sua projeção de crescimento para 2026 revisada para cima pelo FMI, passando de 1,6% para 1,9%. A melhora se deve ao fato de o país ser um grande exportador de commodities, especialmente petróleo e produtos agrícolas.

Com a alta nos preços internacionais impulsionada pelo conflito, as receitas de exportação brasileiras aumentaram, compensando os desafios do cenário externo. Como exportador líquido de energia, o país se beneficia do ambiente de alta nos preços das commodities energéticas.

Apesar da perspectiva mais otimista, o cenário ainda exige cautela. A volatilidade do câmbio e a necessidade de políticas fiscal e monetária prudentes para controlar a inflação interna continuam sendo desafios importantes para a economia do país.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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