O sonho de ter um passaporte europeu pode estar mais perto do que muitos brasileiros imaginam. A chave pode estar na árvore genealógica, já que diversos países da Europa possuem leis que facilitam a obtenção da cidadania para descendentes. Esse direito, baseado no princípio do jus sanguinis (direito de sangue), abre portas para morar, trabalhar e estudar no continente.

As regras variam bastante de um lugar para outro, envolvendo limites de geração, exigência de documentos específicos e comprovação de vínculos. No entanto, para quem tem um ancestral europeu, investigar o passado familiar pode ser o primeiro passo para uma nova vida. O processo exige paciência e organização, mas o resultado é um dos passaportes mais valorizados do mundo.

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É fundamental ressaltar que as leis de cidadania podem sofrer alterações, sendo sempre recomendável consultar as fontes oficiais de cada país ou um advogado especializado antes de iniciar qualquer processo.

Países que facilitam cidadania por descendência

1. Itália
A cidadania italiana, historicamente uma das mais buscadas por não impor um limite de gerações, passou por mudanças legislativas significativas em 2025. Atualmente, o reconhecimento administrativo direto nos consulados está restrito a filhos e netos de cidadãos italianos. Descendentes de gerações mais distantes, como bisnetos e tataranetos, precisam buscar o reconhecimento por via judicial na Itália. Para a linhagem materna, a regra que permite a transmissão apenas para filhos nascidos a partir de 1º de janeiro de 1948 continua válida para todos os casos.

2. Portugal
Brasileiros que são filhos ou netos de cidadãos portugueses podem solicitar a nacionalidade. Filhos têm o processo mais direto. Netos precisam comprovar laços de efetiva ligação com a comunidade portuguesa, como falar o idioma ou ter vínculos culturais e familiares no país. Bisnetos podem ter direito se o pai ou a mãe obtiver a cidadania primeiro.

3. Espanha
A Espanha concede cidadania a filhos e netos de espanhóis. Recentemente, a "Lei da Memória Democrática", também conhecida como "Lei dos Netos", ampliou as possibilidades para descendentes de espanhóis que deixaram o país por razões políticas, ideológicas ou de crença durante a Guerra Civil e a ditadura franquista.

4. Alemanha
A legislação alemã beneficia principalmente descendentes de cidadãos que foram perseguidos pelo regime nazista entre 1933 e 1945 e perderam sua nacionalidade. Leis mais recentes também facilitaram o processo para descendentes que não obtiveram a cidadania no nascimento por regras discriminatórias de gênero, já revogadas.

5. Polônia
Para ter direito à cidadania polonesa, é preciso comprovar que um ancestral era cidadão do país e que essa cidadania não foi perdida ao longo das gerações. Um ponto crucial é que o antepassado deve ter residido na Polônia após 1920 e não pode ter servido em exército de outro país antes de 1951, por exemplo.

6. Irlanda
Se um de seus avós nasceu na Irlanda, você pode solicitar a cidadania irlandesa. O processo é conhecido como "Cidadania por descendência". Mesmo que seus pais não sejam cidadãos irlandeses, o nascimento de um avô ou avó na ilha garante o seu direito. O processo envolve o registro em um cartório de nascimentos estrangeiros.

7. Lituânia
Pessoas que tinham um ancestral cidadão da Lituânia até 15 de junho de 1940 e que deixou o país nesse período podem solicitar a cidadania. A lei abrange filhos, netos e bisnetos, sem exigir que o requerente fale lituano ou renuncie à sua cidadania atual, o que torna o processo bastante atrativo.

*As informações desta matéria foram atualizadas em maio de 2026. As regras de cidadania, especialmente as da Itália, estão sujeitas a alterações e é fundamental consultar fontes consulares oficiais antes de iniciar um processo.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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