A possibilidade de trabalhar remotamente de qualquer lugar do mundo se tornou mais acessível com a criação de vistos específicos para nômades digitais. Países europeus como Portugal, Espanha e Itália já oferecem essa modalidade, atraindo profissionais brasileiros que buscam aliar carreira e novas experiências culturais de forma legalizada.
Essas autorizações são destinadas a profissionais que trabalham para empresas fora do país de destino ou atuam como autônomos para clientes estrangeiros. A principal vantagem é poder residir legalmente por um período estendido, geralmente de um ano, com possibilidade de renovação, sem a necessidade de um contrato de trabalho local.
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Visto para nômades digitais em Portugal
Para obter o visto português, o requisito central é a comprovação de renda. O solicitante precisa demonstrar que recebe, em média, o equivalente a quatro salários mínimos de Portugal por mês. Como este valor é atualizado anualmente, o montante exigido também muda. Em 2026, por exemplo, a renda mínima exigida é de 3.680 euros mensais.
Além da renda, é necessário apresentar um contrato de trabalho ou de prestação de serviços que comprove a atividade remota. Seguro de saúde com cobertura internacional e um comprovante de acomodação no país também fazem parte da lista de exigências.
Como funciona o visto na Espanha
Na Espanha, as regras são parecidas. O trabalhador remoto deve comprovar uma renda mensal de, no mínimo, 200% do Salário Mínimo Interprofissional (SMI) espanhol. Como o SMI é atualizado periodicamente, o valor exato da comprovação de renda pode variar. É essencial consultar o consulado espanhol para confirmar o montante vigente no momento da aplicação.
O governo espanhol também exige um certificado de antecedentes criminais sem registros nos últimos cinco anos e a contratação de um seguro de saúde privado. A solicitação pode ser feita diretamente na Espanha, caso o interessado já esteja no país como turista.
A opção da Itália para trabalho remoto
A Itália regulamentou seu visto para nômades digitais no início de 2024. A exigência de renda é maior: o profissional precisa comprovar um rendimento anual mínimo de aproximadamente 28 mil euros, valor que deve vir de fontes lícitas. Recomenda-se verificar o valor exato e os critérios de qualificação junto às autoridades consulares italianas, pois os detalhes podem sofrer ajustes.
O visto italiano é voltado para trabalhadores altamente qualificados. Por isso, além dos documentos básicos, pode ser necessário apresentar diplomas universitários ou provas de experiência profissional relevante na área de atuação.
O que é preciso para solicitar o visto?
Embora cada país tenha suas particularidades, alguns documentos são comuns a quase todos os processos de solicitação. A lista básica geralmente inclui:
comprovação de renda mínima mensal ou anual;
contrato de trabalho remoto ou de prestação de serviços;
seguro de saúde internacional com cobertura completa;
passaporte com validade superior ao período do visto;
certificado de antecedentes criminais;
comprovante de acomodação no país de destino.
O processo de solicitação geralmente começa ainda no Brasil, nos consulados ou embaixadas do país de destino. Dado que os requisitos, especialmente os financeiros, são atualizados com frequência, é fundamental consultar os sites oficiais das autoridades consulares para obter as informações mais recentes antes de iniciar a aplicação.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
