A carreira da magistratura no Brasil é uma das mais desejadas por bacharéis em Direito, atraindo candidatos pela estabilidade, remuneração atrativa e relevância social. O caminho até a posse, no entanto, é longo e exige uma preparação intensa para um dos concursos públicos mais difíceis do país. Todo o processo é desenhado para selecionar profissionais altamente qualificados para a enorme responsabilidade de julgar.
Para se candidatar a uma vaga, não basta ter o diploma. O interessado precisa cumprir uma série de exigências que vão além da formação acadêmica. A aprovação em todas as etapas depende de uma combinação de conhecimento técnico, preparo psicológico e um histórico de vida sem restrições.
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Quais são os pré-requisitos?
Antes mesmo de pensar nas provas, o candidato deve atender a critérios básicos estabelecidos pela Constituição Federal e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A falta de qualquer um deles impede a inscrição no concurso. Os principais requisitos são:
Ter certificado de aprovação no ENAM (Exame Nacional da Magistratura), obrigatório desde 2024 e com validade determinada pela ENFAM.
Ser brasileiro nato ou naturalizado.
Possuir diploma de bacharel em Direito, emitido por instituição reconhecida pelo MEC.
Comprovar, no mínimo, três anos de atividade jurídica após a conclusão do curso superior.
Estar em dia com as obrigações eleitorais e, para homens, com o serviço militar.
Não possuir antecedentes criminais e ter conduta social e moral adequadas ao cargo.
As etapas do concurso
O processo seletivo para juiz é extenso e dividido em várias fases, todas de caráter eliminatório ou classificatório. Com a aprovação no ENAM garantida, o candidato se inscreve no concurso do tribunal de interesse. A primeira etapa deste certame específico é, geralmente, uma prova objetiva com questões de múltipla escolha sobre diversas áreas do Direito, como Constitucional, Administrativo, Civil, Penal e Empresarial. Quem atinge a nota de corte avança para as provas escritas.
Nesta segunda fase, os candidatos enfrentam questões discursivas e a elaboração de sentenças cíveis e criminais. Aqui, a capacidade de argumentação e o profundo conhecimento da legislação e da jurisprudência são testados ao limite. Os aprovados seguem para uma etapa de inscrição definitiva, que inclui uma rigorosa sindicância da vida pregressa e investigação social.
Superada essa fase, vem a prova oral, considerada uma das mais temidas. Nela, o candidato é arguido por uma banca de desembargadores e juristas sobre pontos do conteúdo programático. A última etapa é a avaliação de títulos, de caráter classificatório, que soma pontos por atividades acadêmicas, como pós-graduação, mestrado, doutorado e publicações.
A remuneração inicial para um juiz substituto, cargo de entrada na carreira, varia entre R$ 30 mil e R$ 36 mil, dependendo do tribunal. A progressão na carreira leva a postos como juiz titular e, posteriormente, desembargador nos tribunais de justiça. A função exige atualização constante e um senso de justiça apurado para decidir sobre os mais variados aspectos da vida em sociedade.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.