No Brasil, um crime tem se tornado cada vez mais comum em grandes eventos: o golpe da maquininha. Situações recentes evidenciam a vulnerabilidade do público em momentos de distração e conturbação após o fim de shows populares.
Aglomerações, o ambiente festivo e a pressa para concluir uma compra criam o cenário perfeito para a ação de criminosos. Vendedores mal-intencionados se aproveitam desses fatores para aplicar golpes rápidos, que muitas vezes só são percebidos horas ou dias depois, quando a fatura do cartão chega.
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Carnaval é uma festa para os golpistas, que ficam de olho no seu cartão
Comunicado para brasileiros que usam a função de aproximação no cartão hoje
As táticas variam, mas geralmente envolvem a manipulação do visor do equipamento, a troca de cartões ou a cobrança de valores duplicados. Para evitar prejuízos e dores de cabeça, adotar algumas medidas simples de segurança na hora de pagar é fundamental.
6 dicas para não cair no golpe da maquininha
Sempre confira o valor no visor: antes de digitar a senha ou aproximar o cartão, verifique se o valor exibido na tela da maquininha está correto. Desconfie se o vendedor alegar que o visor está quebrado ou com pouca luz. Se não for possível ver o valor com clareza, não conclua a transação.
Não entregue seu cartão ao vendedor: você mesmo deve inserir ou aproximar o cartão. Ao entregar para outra pessoa, você corre o risco de que ele seja trocado por um semelhante ou que seus dados sejam copiados. Mantenha sempre o controle físico do seu cartão.
Proteja sua senha com o corpo: ao digitar o código de segurança, use uma das mãos e o corpo para cobrir o teclado. Essa prática simples impede que pessoas ao redor ou até mesmo microcâmeras escondidas consigam visualizar e memorizar sua senha.
Atenção redobrada com a aproximação: a tecnologia de pagamento por aproximação (NFC) é ágil, mas também exige cuidado. Confirme o valor no visor antes de aproximar o cartão ou o celular. Se o valor for superior ao seu limite para transações sem senha, a maquininha solicitará o código.
Desconfie da pressa e de erros constantes: criminosos costumam apressar a vítima para que ela não confira os detalhes da compra. Se o vendedor parecer ansioso ou se a máquina apresentar "erros" seguidos, exigindo que você insira a senha várias vezes, desconfie. Cancele a compra e procure outro lugar.
Confira se o cartão devolvido é o seu: após a transação, verifique se o cartão que o vendedor devolveu é realmente o seu. Criminosos podem trocá-lo por um similar. Confira o nome e os números finais para garantir.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
