Ser vítima de um atropelamento é uma experiência que deixa marcas físicas e emocionais. Em meio ao choque e à dor, saber como agir nos primeiros momentos é fundamental não apenas para a sua segurança, mas também para garantir que seus direitos sejam preservados no futuro. O procedimento correto pode fazer toda a diferença.
A primeira atitude, caso esteja consciente, é verificar a própria condição e a de outras possíveis vítimas. Peça ajuda e acione imediatamente o socorro médico pelo número 192 (SAMU) ou 193 (Corpo de Bombeiros). Se conseguir se mover, procure um local seguro para evitar um novo acidente, como a calçada.
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É crucial também chamar a polícia militar (190) para registrar o fato. A presença policial no local garante a apuração inicial e a elaboração do boletim de ocorrência, documento essencial para qualquer medida legal futura. Enquanto aguarda, se possível, anote a placa, o modelo e a cor do veículo envolvido e tente conseguir o contato de testemunhas.
Passo a passo para garantir seus direitos
Após o atendimento médico, o próximo passo é formalizar o acidente. O boletim de ocorrência (B.O.) é a peça-chave. Se não foi feito no local, dirija-se à delegacia de polícia mais próxima ou verifique a possibilidade de registro online, disponível em muitos estados.
Com o B.O. em mãos, a vítima deve realizar o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Esse laudo descreve detalhadamente as lesões sofridas e serve como prova técnica indispensável para processos judiciais.
O seguro DPVAT, que antes cobria vítimas de acidentes de trânsito, foi extinto em 2020. Por isso, é ainda mais importante preservar todos os documentos e buscar reparação civil contra o responsável pelo acidente para cobrir despesas médicas e outros danos. Caso o motorista possua um seguro de automóvel com cobertura para terceiros, ele poderá ser acionado.
Reparação na Justiça
A vítima pode buscar uma reparação na esfera cível e criminal. Na área cível, é possível entrar com uma ação para pedir indenização por danos materiais, como gastos com remédios, consultas e fisioterapia, e por danos morais, devido ao sofrimento causado pelo acidente. Por isso, é fundamental guardar todos os comprovantes de despesas desde o primeiro atendimento.
Já na esfera criminal, o motorista pode responder por lesão corporal culposa ou até mesmo dolosa, a depender das circunstâncias, como dirigir embriagado ou fugir sem prestar socorro. Para iniciar esses processos, guarde todos os documentos, como laudos e receitas. Procurar a orientação de um advogado ou da Defensoria Pública é o caminho recomendado para analisar o caso.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
