Desde 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tem intensificado a fiscalização sobre riscos psicossociais, incluindo o assédio moral e sexual, em setores específicos da economia. A medida faz parte da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), publicada em agosto de 2024, que torna obrigatória a avaliação desses riscos pelas empresas.
Embora não exista um ranking oficial de denúncias por setor, dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) revelam a dimensão do problema: apenas no primeiro semestre de 2023, foram registradas 8.458 denúncias de assédio no país. Entre 2020 e 2023, a Justiça do Trabalho julgou mais de 419 mil ações envolvendo o tema.
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Setores prioritários para fiscalização
A diretriz do MTE estabelece que a fiscalização seja focada inicialmente em áreas conhecidas por ambientes de alta pressão e intensa cobrança por resultados. São elas:
Bancos e instituições financeiras: A cultura de competitividade extrema e a cobrança agressiva por metas são fatores de risco conhecidos no setor.
Serviços de teleatendimento: As condições de trabalho, o monitoramento constante e o contato direto com o público geram um cenário de alto estresse e vulnerabilidade.
Estabelecimentos de saúde: Hospitais e clínicas são marcados por longas jornadas, hierarquia rígida e pressão emocional, fatores que podem contribuir para a ocorrência de assédio.
Assédio moral e sexual no ambiente de trabalho
O assédio moral é definido como a exposição de trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, de forma repetitiva e prolongada, durante a jornada de trabalho. Isso inclui cobranças excessivas, isolamento do funcionário, apelidos pejorativos ou qualquer ação que vise desestabilizar emocionalmente o profissional.
Já o assédio sexual é caracterizado por constrangimentos com conotação sexual, como comentários, gestos ou propostas indesejadas que criam um ambiente intimidatório, hostil ou ofensivo. A prática não exige hierarquia entre o assediador e a vítima.
As denúncias podem ser feitas através do canal oficial do MTE. Além do impacto direto na saúde física e mental dos trabalhadores, as práticas podem resultar em processos judiciais, multas pesadas e danos significativos à imagem e reputação das empresas envolvidas.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
