Para muitos motoristas, um poste com uma câmera na beira da via é simplesmente um “radar”. No entanto, embora os termos “radar fixo” e “lombada eletrônica” sejam populares, eles se referem a equipamentos que podem usar a mesma tecnologia, mas com propósitos e aplicações distintas. Entender como cada um funciona não só ajuda a evitar multas, mas também a compreender a lógica da segurança no trânsito.

Ambos os dispositivos são projetados para medir a velocidade dos veículos, mas seus objetivos e locais de instalação costumam ser diferentes. A confusão é comum porque, embora utilizem tecnologias semelhantes ou até idênticas, a aplicação prática muda completamente o propósito de cada um.

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O que é o radar fixo?

O radar fixo é o tipo mais comum em avenidas de trânsito rápido e rodovias. Seu principal objetivo é fiscalizar o excesso de velocidade em trechos contínuos, onde manter o limite é fundamental para prevenir acidentes graves. Ele mede a velocidade instantânea de um veículo ao passar por um ponto específico.

Uma das tecnologias mais comuns para essa medição é a de laços indutivos (ou magnéticos), que são sensores instalados sob o asfalto. Quando o veículo passa sobre o primeiro laço e depois sobre o segundo, o sistema calcula o tempo de deslocamento e determina a velocidade. Se ela estiver acima da permitida, a câmera é acionada para registrar a infração. Essa mesma tecnologia também pode ser utilizada em lombadas eletrônicas.

E a lombada eletrônica?

A lombada eletrônica, oficialmente chamada de redutor eletrônico de velocidade pelo Contran, tem uma função mais pontual. Seu propósito é forçar a redução da velocidade em locais de grande movimentação de pedestres ou em pontos considerados perigosos, como proximidades de escolas, hospitais e cruzamentos complexos. Ela funciona como uma medida de "acalmia" do tráfego.

Uma de suas características obrigatórias é o painel digital, que mostra a velocidade do veículo em tempo real para o motorista. Essa sinalização visual serve como um alerta imediato, incentivando a desaceleração antes mesmo da zona de fiscalização. Assim como o radar, ela também registra a infração se o limite for desrespeitado.

Principais diferenças em resumo

Para facilitar a identificação, veja os pontos que distinguem os dois equipamentos:

  • Objetivo: o radar fiscaliza a velocidade em vias de fluxo contínuo, enquanto a lombada eletrônica (ou redutor eletrônico) busca forçar a redução da velocidade em pontos críticos e de travessia.

  • Localização: radares fixos são comuns em rodovias e grandes avenidas. Já as lombadas eletrônicas são instaladas em áreas com grande circulação de pessoas, como perto de escolas e hospitais.

  • Sinalização visual: a lombada eletrônica possui obrigatoriamente um display que exibe a velocidade do carro, um recurso que não é exigido nos radares fixos convencionais.

É importante notar que, por regulamentação do CONTRAN, todos os medidores de velocidade devem ser precedidos por sinalização adequada na via. Além desses dois tipos, existem outros fiscalizadores, como os que flagram avanço de sinal vermelho, parada sobre a faixa de pedestres ou tráfego em faixa exclusiva de ônibus.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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