A cena se repete a cada sorteio da Mega-Sena: milhões de brasileiros conferem seus bilhetes com a esperança de se tornarem os mais novos milionários. O que poucos sabem é que, anualmente, uma fortuna em prêmios de loterias simplesmente não é resgatada. Esse dinheiro "esquecido" tem um prazo de validade e, após o período, ganha um destino socialmente importante.

Qualquer pessoa que ganhe um prêmio nas Loterias da Caixa, seja na Mega-Sena, Quina ou Lotofácil, tem um prazo máximo de 90 dias corridos para solicitar o valor. A contagem começa a partir da data oficial do sorteio. Se o último dia do prazo cair em um feriado ou fim de semana, o resgate pode ser efetuado no próximo dia útil.

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Essa regra é fundamental e a perda do prazo significa a perda do direito ao prêmio, independentemente do valor. Por isso, conferir a aposta e guardar o bilhete em um local seguro são os primeiros passos para garantir o recebimento do dinheiro.

Como funciona o resgate do prêmio?

O procedimento para retirar o prêmio é simples, mas varia conforme o montante ganho. Para valores líquidos de até R$ 1.700,16 (R$ 2.428,80 brutos), o resgate pode ser feito em qualquer casa lotérica credenciada ou diretamente nas agências da Caixa Econômica Federal. No caso de apostas feitas online, valores até esse mesmo limite também podem ser transferidos para uma conta da plataforma Mercado Pago.

Acima desse valor, o prêmio só pode ser retirado em uma agência da Caixa. O ganhador precisa apresentar um documento de identidade oficial com CPF e o bilhete original premiado, que é o único comprovante da aposta. Prêmios a partir de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis após sua apresentação na agência.

Para onde vai o dinheiro não reclamado?

Quando os 90 dias chegam ao fim e o ganhador não aparece, o prêmio é considerado prescrito. O montante é então transferido integralmente pela Caixa ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), um programa do governo federal que financia cursos de graduação para estudantes em instituições de ensino superior privadas, conforme determina a Lei 13.756/18.

Dessa forma, o dinheiro que não transforma a vida de um apostador acaba sendo revertido para a área da educação, ajudando a custear a formação de milhares de universitários pelo Brasil. Os valores são significativos. Segundo dados da própria Caixa, em anos recentes, as cifras não resgatadas superaram a casa das centenas de milhões de reais, tornando-se uma fonte de receita relevante para o programa educacional.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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