A corrida armamentista global ganhou novos contornos com o desenvolvimento de mísseis cada vez mais rápidos, potentes e difíceis de interceptar. Em um cenário de tensões geopolíticas elevadas, potências como Rússia, China e Estados Unidos investem em tecnologias que redefinem o conceito de dissuasão nuclear e poderio militar. Essas armas são capazes de cruzar continentes em minutos e carregar múltiplas ogivas nucleares.
Desde mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) com alcance global até veículos planadores hipersônicos que desafiam os sistemas de defesa atuais, a tecnologia bélica avança rapidamente. Conheça cinco dos mísseis mais poderosos do mundo na atualidade.
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RS-28 Sarmat (Rússia)
Conhecido na OTAN como "Satan II", o RS-28 Sarmat é um míssil balístico intercontinental (ICBM) russo de combustível líquido. Destaca-se pela sua grande capacidade de carga, podendo ser equipado com até 10 ogivas pesadas ou até 15 mais leves, além de contramedidas ou veículos planadores hipersônicos Avangard. Com um alcance estimado em 18 mil quilômetros, tem a capacidade teórica de atingir alvos em qualquer parte do globo. Apesar de seu potencial, o programa enfrentou atrasos e seu status operacional completo ainda é debatido por analistas internacionais.
DF-41 (China)
O Dongfeng-41 (DF-41) é considerado o mais avançado míssil balístico intercontinental da China. Por usar combustível sólido, seu tempo de preparação para o lançamento é significativamente reduzido. Estima-se que seu alcance chegue a 15 mil quilômetros, colocando-o entre os ICBMs de maior alcance global. O DF-41 também é projetado para carregar múltiplas ogivas nucleares (MIRV), aumentando sua eficácia contra sistemas de defesa antimísseis.
LGM-30G Minuteman III (EUA)
Componente fundamental da força nuclear terrestre dos Estados Unidos, o LGM-30G Minuteman III é um ICBM que, apesar de estar em serviço há décadas, passou por inúmeras modernizações para manter sua eficácia. Com um alcance superior a 10 mil quilômetros e uma velocidade terminal que pode exceder 24 mil km/h, continua sendo um pilar da estratégia de dissuasão do país. Cada míssil pode ser configurado para carregar até três ogivas nucleares.
Avangard (Rússia)
O Avangard não é um míssil tradicional, mas um veículo planador hipersônico (HGV) que pode ser transportado por um ICBM, como o próprio Sarmat. Após ser liberado em alta altitude, ele reentra na atmosfera e viaja em direção ao alvo em velocidades extremas, declaradas como superiores a Mach 27 (mais de 32.000 km/h). Sua principal característica é a capacidade de realizar manobras evasivas em sua trajetória, o que o torna, em teoria, quase impossível de ser interceptado pelos sistemas de defesa antimísseis atuais.
Hwasong-17 (Coreia do Norte)
Apelidado por analistas como "míssil monstro" devido às suas dimensões, o Hwasong-17 é o maior ICBM de combustível líquido desenvolvido pela Coreia do Norte. Seu tamanho avantajado sugere a capacidade de carregar múltiplas ogivas, e testes indicaram um alcance teórico que poderia ameaçar todo o território continental dos EUA. Apesar do avanço que representa para o programa norte-coreano, sua confiabilidade operacional e a capacidade real de carga útil permanecem como pontos de análise e especulação internacional.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
