O BRICS, bloco econômico formado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, passou por uma expansão histórica a partir de 2024. Inicialmente, seis países foram convidados a aderir, mas o processo se concretizou de forma faseada: quatro novas nações ingressaram em janeiro de 2024, enquanto a Argentina recusou o convite e a adesão da Indonésia aconteceu em 2025.
Criado inicialmente como um acrônimo para designar economias emergentes com grande potencial, o BRICS evoluiu para um fórum de cooperação política e econômica. O objetivo principal é fortalecer os laços comerciais e de investimento entre os membros, além de buscar maior protagonismo nas decisões financeiras e políticas mundiais.
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Uma de suas principais iniciativas é o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como Banco do BRICS. A instituição funciona como uma alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), financiando projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países membros e em outras nações emergentes.
Quem são os novos membros do BRICS?
A expansão do bloco ocorreu em duas fases. Em janeiro de 2024, quatro novos países se juntaram oficialmente ao grupo, marcando a primeira grande ampliação:
Egito
Etiópia
Irã
Emirados Árabes Unidos
Posteriormente, em janeiro de 2025, a Indonésia também foi integrada, tornando-se o 11º membro e o primeiro representante do Sudeste Asiático no BRICS.
A adesão desses países não é por acaso. Eles buscam diversificar suas alianças econômicas e políticas, diminuindo a dependência de potências ocidentais. Fazer parte do BRICS oferece acesso a novos mercados e a fontes de financiamento para projetos estratégicos, como os oferecidos pelo NBD.
Para o bloco, a inclusão de grandes produtores de petróleo como Irã e Emirados Árabes Unidos aumenta significativamente seu peso energético e econômico. A entrada de Egito e Etiópia também amplia a presença geopolítica do grupo na África e no Oriente Médio, enquanto a adesão da Indonésia fortalece sua posição na Ásia.
Com a expansão, o BRICS, agora com 11 membros, passa a representar uma parcela ainda maior da população e do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. O movimento é visto como um passo importante na construção de uma ordem global multipolar, na qual o poder de decisão é mais distribuído entre diferentes nações.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.