Planejando uma viagem para a China? Prepare-se para deixar para trás os seus aplicativos do dia a dia. Serviços como WhatsApp, Instagram, Uber e todo o ecossistema do Google simplesmente não funcionam por lá devido a restrições locais. Mas não se preocupe: o universo digital chinês tem soluções próprias, robustas e muitas vezes integradas, que resolvem tudo o que um viajante precisa.

O primeiro passo antes mesmo de embarcar é baixar os aplicativos essenciais. Fazer isso com antecedência economiza tempo e evita problemas, já que o acesso à loja de aplicativos do seu celular pode ser limitado ao chegar no país. A seguir, listamos as ferramentas indispensáveis para a sua jornada.

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O super app que resolve quase tudo

Se há um aplicativo que você precisa ter, é o WeChat (ou Weixin, em chinês). Pense nele como uma combinação de WhatsApp, rede social, sistema de pagamentos e muito mais. É a principal ferramenta de comunicação do país. Com ele, você conversa com contatos, faz videochamadas e, o mais importante, realiza pagamentos via QR Code em praticamente todos os estabelecimentos, de grandes lojas a vendedores de rua.

Como pagar pelas suas compras?

A China é uma sociedade quase sem dinheiro em espécie, onde praticamente tudo é pago pelo celular. Além do WeChat Pay, o outro gigante dos pagamentos digitais é o Alipay. Ambos permitem que estrangeiros cadastrem seus cartões de crédito internacionais, mas vale a ressalva: o processo de cadastro pode apresentar dificuldades para alguns viajantes, por isso, tente configurá-lo com antecedência. Uma vez funcionando, basta escanear o QR Code para pagar por qualquer produto ou serviço de forma prática e segura.

Para se locomover e não se perder

Esqueça o Google Maps e o Uber. Para se deslocar, o aplicativo de transporte mais popular é o Didi Chuxing, que funciona de forma muito similar aos serviços que usamos no Brasil. Para navegar a pé ou de transporte público, as melhores opções são o Baidu Maps e o AMap, que oferecem rotas precisas e informações atualizadas. Fique atento, pois alguns desses serviços podem solicitar um número de telefone chinês para verificação durante o cadastro.

Comunicação sem barreiras

A barreira do idioma pode ser um desafio, mas a tecnologia ajuda. Aplicativos de tradução como o Baidu Translate são extremamente úteis. Muitos apps, como o próprio Alipay, já possuem funções de tradução integradas, que permitem traduzir conversas de texto ou placas usando a câmera do celular. Essas ferramentas facilitam a comunicação em restaurantes, lojas e hotéis.

Acesso à internet sem restrições

Para usar aplicativos bloqueados, como Instagram ou WhatsApp, e se comunicar com quem está fora da China, você precisará de uma solução para contornar as restrições de internet do país. Atualmente, a maneira mais confiável e prática é utilizar um eSIM (chip virtual) internacional. Ele pode ser comprado e instalado antes da viagem e, ao ser ativado na China, roteia seus dados automaticamente por meio de servidores fora do país, garantindo acesso livre. Verifique se o seu modelo de celular é compatível com a tecnologia eSIM.

A alternativa tradicional é a VPN (Rede Privada Virtual), que também "mascara" sua localização. No entanto, as conexões de VPNs podem ser instáveis, especialmente durante eventos políticos ou feriados importantes. Se optar por uma VPN, é fundamental instalar e configurar o serviço antes de embarcar, pois as lojas de aplicativos que os oferecem são inacessíveis na China. O roaming internacional do seu plano de celular também pode funcionar, mas geralmente tem um custo muito mais elevado.

É importante notar que essas restrições se aplicam à China continental. Em regiões como Hong Kong e Macau, o acesso à internet é livre e os aplicativos ocidentais funcionam normalmente.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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