A remuneração de um piloto de avião no Brasil é um dos grandes atrativos da carreira e varia conforme a experiência, o porte da companhia aérea e o tipo de aeronave. Os salários iniciais para copilotos em voos nacionais variam entre R$ 7 mil e R$ 15 mil, dependendo da empresa e do modelo do avião, mas podem chegar a valores bem mais expressivos ao longo da trajetória profissional.

Para um comandante, que é o responsável máximo pela aeronave, os vencimentos são significativamente maiores. Em companhias aéreas de grande porte, um comandante com experiência pode ter uma remuneração que varia de R$ 30 mil a mais de R$ 50 mil mensais, especialmente em rotas internacionais. Fatores como horas de voo, qualificações adicionais e a complexidade das rotas influenciam diretamente esses valores.

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Além do salário base, a composição da remuneração inclui benefícios como diárias para alimentação e hospedagem durante as viagens, adicional por periculosidade, vale-alimentação e plano de saúde. Esses adicionais podem aumentar consideravelmente o valor total recebido no final do mês.

Como se tornar um piloto de avião?

O caminho para assumir o manche de uma aeronave comercial é longo e exige um investimento financeiro considerável. O processo é regulado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e envolve várias etapas teóricas e práticas. Veja o passo a passo fundamental para quem deseja seguir a profissão:

1. Certificado Médico Aeronáutico (CMA): antes de iniciar qualquer curso, o candidato precisa ser aprovado em uma bateria de exames médicos e psicológicos que atestam sua aptidão física e mental para pilotar. O certificado precisa ser renovado periodicamente.

2. Curso de piloto privado (PP): esta é a primeira licença. O aluno passa por um curso teórico em uma escola de aviação homologada e, após aprovação na banca da ANAC, inicia o treinamento prático, que exige no mínimo 40 horas de voo.

3. Curso de piloto comercial (PC): com a licença de piloto privado em mãos, o próximo passo é a formação como piloto comercial. A etapa inclui um novo curso teórico, outra prova na ANAC e um mínimo de 150 horas de voo (contando as horas do PP).

4. Qualificações adicionais: para ingressar em uma companhia aérea, o piloto precisa de habilitações extras, como as de voo por instrumentos (IFR) e a de multimotor (MLTE), que permitem voar em condições de baixa visibilidade e em aviões com mais de um motor.

Todo o processo de formação, desde o primeiro exame médico até a obtenção das licenças necessárias para o mercado, pode custar mais de R$ 200 mil. A progressão na carreira se dá com o acúmulo de experiência e horas de voo, permitindo que o profissional avance de copiloto para comandante e assuma aeronaves maiores e rotas mais complexas.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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