Atualmente, o Brasil está reforçando suas estratégias para enfrentar o avanço das superbactérias em ambientes hospitalares, um desafio global reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As ações são coordenadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Saúde, com base em planos nacionais que buscam controlar a resistência de microrganismos a medicamentos.

A estratégia nacional é guiada pelo Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no Âmbito da Saúde Única (PAN-BR). De forma mais específica para os hospitais, as diretrizes são detalhadas no Plano Nacional para a Prevenção e Controle da Resistência Microbiana em Serviços de Saúde (PAN-Serviços de Saúde), com vigência de 2023 a 2027. O objetivo é diminuir a incidência de infecções e o desenvolvimento de novas linhagens de bactérias resistentes, garantindo que os antibióticos continuem eficazes para as próximas gerações.

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Principais frentes de combate

Uma das colunas dos planos é a vigilância rigorosa. Existe um sistema de notificação à Anvisa para casos de infecções causadas por bactérias multirresistentes. Esses dados alimentam uma rede nacional que mapeia o avanço do problema, permitindo a criação de ações de controle mais rápidas e direcionadas para as regiões mais críticas.

Outro pilar fundamental é o uso racional de antibióticos. A regulamentação exige que a venda desses medicamentos seja feita apenas com a retenção da receita médica. A medida dificulta a automedicação, uma das principais causas do surgimento de superbactérias. Campanhas de conscientização também são direcionadas a profissionais de saúde e à população sobre os riscos do consumo inadequado.

As ações também se concentram na prevenção de infecções dentro dos próprios serviços de saúde. Protocolos rígidos de higiene das mãos, limpeza e esterilização de equipamentos e ambientes são constantemente reforçados. O isolamento de pacientes com infecções por microrganismos multirresistentes é outra prática adotada para evitar a disseminação no ambiente hospitalar.

O controle se estende ainda à agropecuária, com a restrição ao uso de antibióticos como promotores de crescimento em animais. Essa frente é crucial porque bactérias resistentes podem ser transmitidas de animais para humanos através do consumo de alimentos ou pelo contato direto, ampliando o alcance do problema para além dos hospitais.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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