O Ibama está intensificando o combate ao desmatamento e garimpo ilegal na Amazônia com o uso estratégico de uma frota de 163 drones e imagens de satélites. Essas tecnologias permitem que as equipes monitorem remotamente vastas áreas da floresta, identifiquem atividades criminosas com precisão e planejem operações de fiscalização de forma mais segura e eficiente.

A estratégia combina o alcance dos satélites com a agilidade dos drones. Em vez de depender apenas de denúncias ou de patrulhas terrestres, que são lentas e perigosas, o órgão agora consegue ter uma visão ampla e detalhada do que acontece na floresta, mesmo em locais de difícil acesso. Segundo dados recentes, essa abordagem já corresponde a aproximadamente 70% das ações do Ibama na Amazônia.

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Como funciona o monitoramento

O processo começa com o trabalho dos satélites. Sistemas como o Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), monitoram regularmente a cobertura florestal da Amazônia. Quando detectam uma alteração, como uma nova área desmatada, alertas diários são gerados e enviados para a central de controle do Ibama.

Com as coordenadas do alerta em mãos, os agentes utilizam drones para verificar a situação em campo sem expor a equipe. Os equipamentos sobrevoam a área suspeita e capturam imagens e vídeos em alta resolução, confirmando se há, por exemplo, tratores derrubando árvores ou a estrutura de um garimpo ilegal em funcionamento.

Essa abordagem remota traz vantagens significativas. A principal delas é a agilidade para cobrir grandes extensões de terra rapidamente. Um drone pode mapear em poucas horas uma área que levaria dias para ser percorrida por uma equipe a pé, otimizando o tempo e os recursos públicos.

Além disso, a tecnologia aumenta a segurança dos fiscais. Ao confirmar a atividade criminosa à distância, eles podem planejar a abordagem com mais informações, solicitando apoio policial quando necessário e evitando confrontos diretos em acampamentos de garimpeiros ou madeireiros, que frequentemente estão armados.

As imagens coletadas pelos drones também servem como provas robustas em processos administrativos e criminais. Elas ajudam a identificar os responsáveis, dimensionar o dano ambiental e fundamentar a aplicação de multas e outras sanções previstas em lei.

Essa integração tecnológica transforma a fiscalização ambiental, tornando-a menos reativa e mais estratégica. O uso de dados permite que o Ibama direcione suas operações para os focos mais críticos, aumentando o impacto de suas ações no combate aos crimes que ameaçam a maior floresta tropical do mundo.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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