A tecnologia avança e, com ela, nosso vocabulário se enche de palavras novas, muitas vindas do inglês. Termos como "mouse", "drive" e "app" já fazem parte do dia a dia, mas na hora de passar para o plural, a dúvida surge. A boa notícia é que a língua portuguesa tem regras flexíveis para acolher esses estrangeirismos, e o uso constante pelas pessoas ajuda a definir qual forma se torna a mais comum.

De maneira geral, uma regra prática para substantivos estrangeiros terminados em consoante é simplesmente adicionar um "s" no final, assim como fazemos com muitas palavras em português. Essa regra resolve a maioria dos casos de forma direta. É o que acontece com "app", que vira "apps", ou "post", que se torna "posts".

O mesmo vale para outros termos comuns do universo digital. A palavra "link" ganha o plural "links", enquanto "drive" se transforma em "drives". A lógica é simples e intuitiva, facilitando a comunicação sem a necessidade de consultar um dicionário a todo momento. A naturalidade com que essas formas são usadas confirma sua aceitação na língua falada e escrita.

E os casos mais específicos?

Algumas palavras, no entanto, geram mais debate. "Mouse" é um exemplo clássico. Embora seu plural em inglês seja "mice", essa forma não é usada em português. No Brasil, a regra consagrada pelo uso é adicionar o "s", resultando em "mouses", forma já dicionarizada e considerada correta.

A palavra "layout", por exemplo, tem como plural "layouts". Já termos como "software" e "hardware", embora muitas vezes usados no singular para indicar o plural (de forma invariável), têm como forma recomendada e dicionarizada os plurais "softwares" e "hardwares", especialmente quando se refere a diferentes tipos ou programas específicos.

A Academia Brasileira de Letras (ABL), por meio do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), serve como uma importante referência para essas questões, registrando as formas que se consolidam no idioma. No entanto, a língua é viva e muitas vezes o uso popular se estabelece antes da formalização. Por isso, a regra de adicionar o "s" funciona como um guia seguro para a maioria das novas palavras que a tecnologia nos apresenta.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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