A forma como você paga impostos ao comprar um produto ou contratar um serviço começará a mudar de forma gradual a partir de 2026. Com a promulgação da Reforma Tributária pelo Congresso Nacional, o Brasil se prepara para unificar cinco tributos em um novo modelo de imposto sobre valor agregado, o chamado 'IVA dual', que promete mais transparência e simplicidade para o dia a dia do consumidor.

Essa transformação impactará a dinâmica de consumo no país nos próximos anos. A proposta central é acabar com a complexidade do sistema atual, que gera o chamado "efeito cascata", onde um imposto é cobrado sobre outro em diferentes etapas da produção. Importante destacar que 2026 será um ano de transição e testes, sem impacto efetivo nos preços.

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Como vai funcionar o 'IVA dual'?

Na prática, cinco impostos que hoje incidem sobre o consumo deixarão de existir: PIS, Cofins e IPI (federais), ICMS (estadual) e ISS (municipal). Eles serão substituídos por dois novos tributos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), gerenciada pelo governo federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com gestão compartilhada entre estados e municípios.

O objetivo é que o consumidor saiba exatamente quanto está pagando de imposto em cada compra. A expectativa é que produtos industrializados, que hoje carregam uma carga tributária elevada e complexa, possam ficar mais baratos. Por outro lado, o setor de serviços, que atualmente conta com alíquotas mais baixas, pode registrar um aumento nos preços.

O que é o 'cashback' para famílias de baixa renda?

Uma das principais novidades sociais da reforma é a criação de um mecanismo de 'cashback', ou devolução de imposto, para a população de menor renda. Parte do tributo pago em itens essenciais de consumo será devolvida diretamente a essas famílias.

O modelo exato de como o dinheiro retornará ao bolso do cidadão ainda será definido por lei complementar, mas o mecanismo busca reduzir o peso dos impostos sobre o consumo para quem mais precisa, tornando o sistema tributário mais justo.

Quando as mudanças começam?

A implementação não será imediata. A reforma prevê um período de transição para que empresas e governos possam se adaptar ao novo sistema. O processo ocorrerá em etapas, começando em 2026 e sendo concluído apenas em 2033.

  • 2026: Ano de transição e testes. Empresas destacarão uma alíquota de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS nos documentos fiscais, mas estarão dispensadas do recolhimento efetivo. O objetivo é permitir a adaptação de sistemas, sem aumento real da carga tributária.

  • 2027: Início da cobrança efetiva. A CBS passa a ser cobrada com alíquotas crescentes, enquanto PIS e Cofins começam a ser reduzidos gradualmente.

  • 2029 a 2032: O ICMS, ISS, PIS e Cofins serão reduzidos progressivamente, enquanto as alíquotas do IBS e CBS aumentarão na mesma proporção, garantindo que não haja aumento brusco da carga tributária.

  • 2033: O sistema antigo é totalmente extinto e o novo modelo de IVA dual passa a operar de forma completa em todo o país.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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