Uma comunicação escrita clara e correta é uma ferramenta poderosa no ambiente de trabalho. Um e-mail bem redigido, um relatório sem erros ou uma simples mensagem instantânea podem fortalecer sua imagem profissional. Pequenos deslizes na língua portuguesa, por outro lado, podem gerar ruídos e até mesmo comprometer a credibilidade.
Muitas dessas falhas são cometidas no piloto automático, pela força do hábito. A boa notícia é que, com um pouco de atenção, é possível evitá-las. Conhecer as regras básicas e os erros mais comuns é o primeiro passo para garantir que sua mensagem seja sempre transmitida com precisão e profissionalismo.
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Confira a seguir os sete erros mais frequentes e dicas práticas para não cometê-los.
1. Crase antes de palavras masculinas
A crase é a fusão da preposição "a" com o artigo definido "a". Por isso, ela nunca deve ser usada antes de substantivos masculinos. Evite escrever "pagamento à prazo" ou "produto à partir de". O correto é sempre "a prazo" e "a partir de".
2. O uso incorreto dos porquês
Essa é uma dúvida clássica que pode ser resolvida com regras simples:
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Por que: usado no início de perguntas. Exemplo: "Por que a reunião foi adiada?".
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Porque: usado para respostas e explicações. Exemplo: "A reunião foi adiada porque o diretor teve um imprevisto".
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Por quê: no final de frases interrogativas, antes do ponto. Exemplo: "Você não enviou o relatório por quê?".
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Porquê: funciona como um substantivo, significando "motivo". Exemplo: "Não sei o porquê de tanta demora".
3. "Menas" em vez de "menos"
A palavra "menos" é invariável, ou seja, não tem feminino nem plural. Portanto, a forma "menas" não existe na norma culta da língua portuguesa. Use sempre "menos", independentemente do gênero da palavra seguinte. O correto é "havia menos pessoas na sala" e não "menas pessoas".
4. Trocar "haver" por "a ver"
Apesar da pronúncia semelhante, os significados são completamente diferentes. "Haver" é sinônimo de existir ou ter. Exemplo: "Precisa haver uma solução". Já a expressão "a ver" indica uma relação ou afinidade entre duas coisas. Exemplo: "Sua proposta não tem nada a ver com o projeto".
5. Confusão entre "onde" e "aonde"
O uso de "onde" e "aonde" depende do verbo da frase. "Onde" se refere a um lugar fixo, sem movimento. Exemplo: "Onde você guardou os documentos?". "Aonde" deve ser usado com verbos que indicam deslocamento ou destino. Exemplo: "Aonde você vai com tanta pressa?".
6. "Anexo" ou "em anexo"
A palavra "anexo" é um adjetivo e deve concordar com o substantivo a que se refere. Por exemplo: "a planilha anexa", "os relatórios anexos". A expressão "em anexo" é invariável e pode ser usada como alternativa. Exemplo: "Os arquivos seguem em anexo". Ambas as formas estão corretas, desde que aplicadas da maneira certa.
7. Onde o verbo "fazer" indica tempo
Quando o verbo "fazer" é usado para indicar tempo decorrido, ele se torna impessoal e deve permanecer sempre na terceira pessoa do singular. O correto é "Faz cinco anos que trabalho aqui" e não "Fazem cinco anos". A mesma regra se aplica ao verbo "haver" com sentido de existir: "Havia muitos problemas" e não "Haviam muitos problemas".
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
