A semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, transformou-se em um dos assuntos mais comentados quando o tema é emagrecimento. Originalmente desenvolvida para tratar o diabetes tipo 2, a substância ganhou fama por sua alta eficácia na perda de peso, gerando uma busca intensa em farmácias e consultórios médicos em todo o Brasil.
O interesse crescente levanta dúvidas importantes sobre como o medicamento age no corpo, quem realmente pode usá-lo e quais são os perigos de utilizá-lo sem acompanhamento profissional. Entender essas questões é fundamental para garantir um uso seguro e adequado.
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Como a semaglutida funciona?
A substância imita a ação de um hormônio natural do nosso corpo, o GLP-1, que é produzido no intestino após as refeições. Esse hormônio tem um papel duplo no controle do apetite e do açúcar no sangue.
Primeiro, ele envia sinais de saciedade ao cérebro, fazendo com que a pessoa se sinta satisfeita com menos comida. Além disso, a semaglutida retarda o esvaziamento do estômago, o que prolonga a sensação de "estar cheio" por mais tempo após comer.
Para quem o uso é indicado?
O uso da semaglutida tem indicações médicas precisas, que variam conforme o nome comercial do medicamento. A prescrição é indispensável e depende de uma avaliação completa do histórico de saúde do paciente.
O Ozempic é aprovado no Brasil para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, ajudando no controle da glicemia e, como efeito secundário, na perda de peso. Já o Wegovy tem indicação específica para o tratamento de obesidade (Índice de Massa Corporal, ou IMC, igual ou superior a 30) ou sobrepeso (IMC igual ou superior a 27) associado a comorbidades, como hipertensão ou colesterol alto.
Quais são os riscos do uso sem prescrição?
A automedicação é extremamente perigosa. O uso indiscriminado da semaglutida pode causar efeitos colaterais que vão de desconfortos a problemas graves. Os mais comuns incluem náuseas, vômitos, diarreia, constipação e dor abdominal.
Em casos mais raros, há risco de pancreatite, uma inflamação séria do pâncreas, e problemas na vesícula biliar. O medicamento também é contraindicado para pessoas com histórico pessoal ou familiar de certos tipos de tumores de tireoide. Apenas um médico pode avaliar se os benefícios superam os riscos para cada indivíduo.
É importante ressaltar que o tratamento geralmente começa com doses baixas, que são aumentadas gradualmente pelo médico. Esse processo, chamado de titulação, ajuda a minimizar os efeitos colaterais e a adaptar o corpo ao medicamento.
Ozempic e Wegovy: qual a diferença?
Embora ambos contenham semaglutida e sejam aplicados uma vez por semana por injeção subcutânea, a principal diferença está na dosagem e na indicação de bula. O Wegovy é formulado com doses mais altas, projetadas especificamente para a perda de peso em pacientes com obesidade.
O Ozempic, por sua vez, utiliza doses de 0,5 mg ou 1 mg semanais, focadas no controle glicêmico de pacientes com diabetes tipo 2. A escolha entre um e outro, bem como o ajuste da dose, deve ser feita exclusivamente por um profissional de saúde qualificado.
Vale notar que existe também uma versão oral da semaglutida, chamada Rybelsus, aprovada para o tratamento de diabetes tipo 2, que representa uma alternativa à injeção para alguns pacientes.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
