A atuação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs e CPMIs) frequentemente levanta uma dúvida comum: qual é o verdadeiro poder de uma comissão como essa? Embora pareçam ter uma força investigativa ilimitada, elas possuem atribuições claras e também barreiras que não podem ultrapassar.

Essencialmente, uma CPMI é um instrumento do Poder Legislativo para investigar fatos específicos de interesse público. Ela é composta por deputados e senadores e tem o que a Constituição chama de "poderes de investigação próprios das autoridades judiciais". Isso significa que, durante seu funcionamento, ela atua de forma semelhante à polícia e à Justiça em uma investigação.

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A força de uma comissão está na sua capacidade de aprofundar apurações, dando transparência a assuntos que, de outra forma, poderiam permanecer obscuros. Seu trabalho é temporário e focado em um único tema.

O que uma CPMI pode fazer

O alcance de uma comissão parlamentar de inquérito é amplo. Os parlamentares podem convocar pessoas para depor como testemunhas ou investigadas. Quem é chamado como testemunha tem o dever de falar a verdade, sob pena de cometer crime de falso testemunho. Já os investigados têm o direito de permanecer em silêncio para não produzir provas contra si mesmos.

Além disso, uma CPMI pode:

  • Quebrar sigilos: bancário, fiscal e de dados (telefônico e telemático). Isso permite o acesso a extratos, declarações de imposto de renda e registros de ligações e mensagens, por exemplo.

  • Requisitar informações: pedir documentos e dados de órgãos públicos ou de empresas privadas.

  • Realizar diligências: visitar locais e ouvir pessoas para coletar provas e informações relevantes para a investigação.

Quais são os limites

Apesar desses poderes, a atuação de uma CPMI não é absoluta. A comissão não pode, por exemplo, determinar a prisão de uma pessoa, exceto em caso de flagrante delito durante uma sessão, como no caso de uma testemunha que mente abertamente.

Outras limitações importantes incluem a impossibilidade de determinar buscas e apreensões em residências ou de autorizar interceptações telefônicas (escutas). Essas medidas, por serem mais invasivas, dependem de uma autorização expressa do Poder Judiciário.

Ao final dos trabalhos, a CPMI elabora um relatório com todas as descobertas. Esse documento não tem poder de condenar ou punir ninguém. Sua função é recomendar ações a outros órgãos. O relatório final é enviado principalmente ao Ministério Público, que é o responsável por decidir se apresenta ou não uma denúncia formal à Justiça com base nas provas coletadas pelos parlamentares.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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