O maior mistério da arte urbana contemporânea parece ter chegado ao fim. Uma investigação da agência de notícias Reuters, publicada em março de 2026, confirmou "sem margem para dúvidas" que Banksy é Robin Gunningham. A reportagem apresentou provas documentais decisivas, incluindo uma confissão manuscrita de 2000 e registros de viagem que ligam Gunningham diretamente à criação de diversas obras.

A identidade de Gunningham, um artista nascido em Bristol em 1973, foi apontada pela primeira vez em 2008 pelo jornal britânico “The Mail on Sunday”. Após a exposição, a investigação da Reuters revelou que ele mudou legalmente seu nome para David Jones, uma informação confirmada por seu ex-empresário, Steve Lazarides. Seus paradeiros conhecidos ao longo dos anos já coincidiam frequentemente com o surgimento de novas obras de Banksy.

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O elo se fortaleceu em 2016, quando pesquisadores da Universidade Queen Mary de Londres usaram uma técnica de perfil geográfico para mapear as localizações de 140 obras do artista. O estudo encontrou uma correlação direta com endereços associados a Gunningham, reforçando uma hipótese que agora é tida como fato por grande parte da comunidade artística e jornalística.

O fim das outras teorias

Com a confirmação sobre Gunningham, as outras especulações sobre a identidade de Banksy foram recontextualizadas ou descartadas.

Robert Del Naja: A teoria de que o fundador da banda Massive Attack seria Banksy foi uma das mais populares. No entanto, a investigação da Reuters esclareceu seu papel: Del Naja viajou para a Ucrânia com Gunningham em 2022, atuando possivelmente como um colaborador no processo artístico, mas não como a figura central por trás do pseudônimo.

Jamie Hewlett e o coletivo de artistas: A hipótese de que Banksy seria um grupo ajudava a explicar a escala de suas operações. Com a confirmação de Gunningham como a mente principal, entende-se agora que ele opera com uma equipe de colaboradores para executar projetos complexos, como o parque “Dismaland”. Outras teorias, como a que apontava para Jamie Hewlett (co-criador do Gorillaz), nunca tiveram evidências substanciais e foram enfraquecidas de vez.

Apesar das evidências contundentes, os advogados que representam Banksy negaram oficialmente as alegações da Reuters, e o artista não fez nenhuma confirmação. A manutenção do anonimato é vista como uma forma de proteção legal contra acusações de vandalismo e como uma peça essencial para preservar a mística que valoriza sua obra.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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