A declaração pré-preenchida do Imposto de Renda 2026, cujo prazo de entrega vai de 23 de março a 29 de maio, é um modelo que já vem com diversas informações do contribuinte preenchidas pela Receita Federal. O objetivo é simplificar o processo e diminuir a chance de erros, usando dados que o próprio Fisco recebe de empresas, bancos, planos de saúde e outras fontes pagadoras. A expectativa da Receita é que 60% das declarações sejam feitas nesta modalidade em 2026.

Essa facilidade, disponível para quem tem conta Gov.br nos níveis ouro ou prata, agiliza o preenchimento. No entanto, o uso da ferramenta exige atenção máxima do cidadão, que continua sendo o único responsável por todas as informações enviadas ao Fisco.

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Como funciona a declaração pré-preenchida?

Ao optar por esse modelo, o sistema da Receita Federal puxa automaticamente uma série de dados já informados por terceiros. Para 2026, a novidade é a inclusão de informações do Receita Saúde, dados do eSocial e de DARFs pagos. Isso se soma aos dados que já eram importados, como rendimentos de salários, informações de contas bancárias, despesas médicas, aluguéis e até a compra e venda de imóveis registradas em cartório.

O acesso pode ser feito pelo programa do Imposto de Renda no computador, pelo portal e-CAC ou pelo aplicativo "Meu Imposto de Renda". O sistema apresenta os campos já preenchidos, cabendo ao contribuinte conferir, corrigir ou complementar cada um deles antes de enviar.

Quais as vantagens?

A principal vantagem é a economia de tempo, já que boa parte do trabalho manual de digitação é eliminada. Outros benefícios importantes que a modalidade oferece são:

  • Redução de erros: ao usar dados oficiais, o risco de digitar valores incorretos ou esquecer alguma informação diminui consideravelmente.

  • Menos risco de malha fina: com informações mais precisas e alinhadas com o que as fontes pagadoras declararam, a chance de cair na malha fina por inconsistências é menor.

  • Prioridade na restituição: contribuintes que utilizam a declaração pré-preenchida ou que optam por receber a restituição via Pix (com a chave sendo o CPF) têm prioridade no recebimento, logo após os grupos legais previstos em lei.

Atenção aos cuidados necessários

Apesar da praticidade, a responsabilidade final pelas informações é sua. A Receita Federal não se responsabiliza por dados incorretos ou omitidos pelas fontes. Por isso, antes de enviar, é fundamental adotar alguns cuidados:

  • Confira todas as informações: verifique cada rendimento, despesa e bem declarado. Compare os valores com seus informes de rendimentos e recibos para garantir que tudo está correto.

  • Complete os dados faltantes: nem tudo é informado à Receita. Rendimentos com aluguéis recebidos de pessoa física ou pensões alimentícias, por exemplo, precisam ser incluídos manualmente.

  • Não apague informações válidas: se uma fonte pagadora informou um rendimento, ele não pode ser simplesmente excluído. Caso haja um erro no valor, o correto é procurar a fonte para que ela faça a retificação.

  • Declare todas as fontes de renda: certifique-se de que todos os seus ganhos ao longo do ano estão presentes na declaração, mesmo que não apareçam automaticamente no modelo pré-preenchido.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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