Com a divulgação das regras do Imposto de Renda 2026 pela Receita Federal, a atenção de milhões de contribuintes se volta para a restituição. O pagamento, um dos momentos mais aguardados do ano fiscal, segue uma ordem de prioridade bem definida, beneficiando grupos específicos já nos primeiros lotes. Entender essa sequência e saber como consultar o status da declaração é fundamental para organizar as finanças.
A organização dos pagamentos não é aleatória e visa atender primeiro os contribuintes mais vulneráveis ou que aderiram a facilidades como a declaração pré-preenchida. Para 2026, cujo prazo de entrega vai de 23 de março a 29 de maio, a Receita Federal programou o pagamento em quatro lotes mensais, entre maio e agosto. O primeiro lote será pago em 29 de maio, coincidindo com o último dia para declarar, e os lotes finais estão previstos para 31 de julho e 31 de agosto. A data de envio da declaração também influencia a posição na fila dentro de cada categoria.
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Quem tem prioridade na restituição?
A Receita Federal estabelece uma ordem clara para os pagamentos. A lista de prioridades para a restituição do Imposto de Renda segue uma hierarquia que deve ser respeitada em todos os lotes. Confira a sequência:
Idosos com idade igual ou superior a 80 anos;
Idosos com idade entre 60 e 79 anos, pessoas com deficiência física ou mental ou moléstia grave;
Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
Contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição via Pix;
Demais contribuintes.
Dentro de cada um desses grupos, o critério de desempate é a data de envio da declaração. Portanto, quem envia o documento mais cedo, sem erros ou omissões, tende a receber o valor mais rapidamente, respeitando sua categoria prioritária.
O que mais muda em 2026?
Além do calendário de restituição mais curto, a Receita Federal anunciou outras novidades. O programa gerador da declaração estará disponível a partir de 20 de março, e a declaração pré-preenchida poderá ser utilizada desde o início do prazo. Outro destaque é a possibilidade de "cashback do IR", que permitirá a contribuintes não obrigados a declarar, mas que tiveram retenção na fonte, a receberem a restituição de forma simplificada.
Como consultar a restituição do Imposto de Renda
A verificação do andamento da declaração é um processo simples e pode ser feito totalmente online. O principal canal é o site oficial da Receita Federal. Na página, o usuário deve procurar pela seção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, clicar na opção "Consultar a Restituição".
Para acessar as informações, será preciso informar o número do CPF, a data de nascimento e selecionar o ano-exercício correspondente, neste caso, 2026. O sistema exibirá a situação atual da declaração. As mensagens mais comuns são "em processamento", "em fila de restituição", "processada" ou "com pendências".
Outra alternativa prática é o aplicativo "Meu Imposto de Renda", disponível para smartphones com sistemas Android e iOS. A ferramenta oferece as mesmas funcionalidades do site, permitindo um acompanhamento ágil. Caso a declaração apresente pendências e tenha caído na malha fina, o sistema indicará o problema e orientará sobre como proceder com a retificação.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
