Biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerantes e pratos congelados têm algo em comum: são alimentos ultraprocessados. Frequentemente associados ao ganho de peso e a doenças crônicas, esses produtos também são considerados grandes vilões da saúde intestinal, capazes de desequilibrar a flora e contribuir para processos inflamatórios que afetam o corpo todo.
Presentes em praticamente todos os supermercados, esses itens são formulações industriais, conforme a classificação NOVA, que organiza os alimentos pelo nível de processamento. Eles passam por diversas etapas de processamento e recebem ingredientes e aditivos químicos que não são típicos de preparações caseiras, como emulsificantes, corantes, aromatizantes artificiais, além de concentrados proteicos e óleos modificados, para realçar sabor, cor, textura e aumentar o prazo de validade.
Leia Mais
Veja o que acontece com seu corpo ao parar de comer ultraprocessados
Onde se consome mais ultraprocessados no Brasil? Quais são os motivos?
Consumo de ultraprocessados é tema do primeiro dia de Congresso em BH
Como identificar um alimento ultraprocessado?
Diferenciar um alimento ultraprocessado de outras categorias é mais simples do que parece. A principal característica está na lista de ingredientes. Se ela for longa — geralmente com cinco ou mais ingredientes — e incluir nomes desconhecidos ou pouco familiares, como emulsificantes, corantes e aromatizantes artificiais, o produto provavelmente é ultraprocessado. Geralmente, eles são pobres em fibras e ricos em açúcares, gorduras e sódio.
Exemplos comuns que fazem parte do dia a dia de muitas pessoas incluem:
Refrigerantes e sucos de caixinha
Salgadinhos de pacote e biscoitos recheados
Macarrão instantâneo e sopas em pó
Pratos prontos congelados, como lasanhas e pizzas
Nuggets e salsichas
O impacto direto na flora intestinal
O problema central dos ultraprocessados para o intestino está na sua composição. A falta de fibras, que são o principal alimento das bactérias benéficas da nossa microbiota, prejudica o equilíbrio desse ecossistema. Além disso, estudos científicos sugerem que certos aditivos, como alguns emulsificantes, podem afetar a barreira protetora do intestino, embora as pesquisas ainda estejam em andamento.
Essa combinação favorece bactérias potencialmente prejudiciais e reduz os nutrientes disponíveis para as benéficas, gerando um desequilíbrio conhecido como disbiose. Esse cenário pode levar a um quadro de inflamação crônica, que está associado não apenas a problemas digestivos, como inchaço e gases, mas também a uma resposta imunológica enfraquecida e até mesmo a alterações de humor.
O que fazer para proteger o intestino?
Reduzir o consumo desses produtos é o caminho mais eficaz para proteger a microbiota e promover a saúde geral. A mudança não precisa ser radical, mas algumas trocas conscientes já fazem uma grande diferença no funcionamento do corpo.
Confira algumas dicas práticas:
Priorize comida de verdade: baseie sua alimentação em frutas, legumes, verduras, grãos integrais e proteínas magras.
Leia os rótulos: a regra é clara, quanto menos ingredientes e nomes estranhos, melhor e mais natural é o alimento.
Cozinhe mais em casa: preparar as próprias refeições garante controle total sobre o que você e sua família consomem.
Busque alternativas simples: troque o suco industrializado por água saborizada com frutas e o salgadinho por um punhado de castanhas.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
