Qualquer instabilidade no Golfo Pérsico, a milhares de quilômetros de distância, pode encarecer o combustível que você coloca no seu carro aqui no Brasil. A conexão entre um conflito no Oriente Médio e o seu bolso é direta e rápida, impactando não apenas a gasolina, mas também o diesel e o gás de cozinha.

A razão é simples: a região é uma das principais produtoras de petróleo do mundo. O Estreito de Ormuz, um canal estreito na área, é a rota de passagem para aproximadamente 20% do petróleo transportado por via marítima globalmente. Qualquer ameaça de bloqueio ou ataque a navios petroleiros nessa via gera uma onda de incerteza no mercado financeiro.

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Essa insegurança sobre a oferta futura de petróleo faz o preço do barril do tipo Brent, que é a referência para o mercado internacional, disparar. E é aqui que a economia brasileira entra na equação. Historicamente, a política de preços da Petrobras tem considerado fatores como a cotação do barril de Brent e a variação do dólar frente ao real.

Isso significa que, quando o preço do petróleo sobe lá fora, a tendência é que esse aumento seja repassado para as refinarias no Brasil. A partir daí, o reajuste ocorre em cascata: das refinarias para as distribuidoras, das distribuidoras para os postos de combustível e, finalmente, para o consumidor final na bomba.

O que fazer para se proteger?

Embora seja impossível controlar a geopolítica mundial, algumas atitudes podem ajudar a reduzir o impacto da alta dos combustíveis no orçamento. A primeira medida é a mais óbvia: pesquisar. Os preços podem variar significativamente entre um posto e outro, mesmo em bairros próximos.

Além disso, adotar uma condução mais eficiente faz diferença. Evitar acelerações e freadas bruscas, manter os pneus calibrados corretamente e retirar peso desnecessário do veículo são práticas que ajudam a economizar combustível. O uso de aplicativos que calculam rotas mais curtas ou com menos trânsito também é um aliado.

Para quem tem essa possibilidade, vale a pena reavaliar a rotina e considerar alternativas ao carro particular. Utilizar o transporte público, organizar caronas com colegas de trabalho ou até mesmo usar bicicleta para trajetos mais curtos são formas de sentir menos o peso de uma eventual crise internacional no preço da gasolina.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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