Em março de 2026, a atriz Monica Iozzi revelou ter sido diagnosticada com afasia, um distúrbio de linguagem que compromete a capacidade de comunicação. No caso dela, a condição foi temporária e provocada por uma reação adversa a um medicamento. O problema não afeta a inteligência, mas pode impactar a fala, a compreensão, a escrita e a leitura, gerando grande frustração para quem convive com ele.

A principal causa da afasia é uma lesão cerebral que danifica as áreas responsáveis pela linguagem, sendo o Acidente Vascular Cerebral (AVC) o motivo mais frequente. A condição também pode surgir após traumatismos cranianos, tumores cerebrais ou infecções que atingem o sistema nervoso central. Em casos mais raros, a afasia também pode ser provocada temporariamente por reações adversas a medicamentos, como aconteceu com Monica Iozzi.

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É importante destacar que a afasia não é uma doença em si, mas uma consequência de um dano prévio ao cérebro ou de uma reação sistêmica. A intensidade e o tipo de dificuldade variam conforme a causa. Quando causada por reação medicamentosa, a afasia tende a ser temporária e reversível após a descontinuação do medicamento causador.

Principais sintomas da afasia

Os sinais da afasia podem se manifestar de formas diferentes em cada pessoa. Uma das dificuldades mais comuns é a anomia, que é a incapacidade de nomear objetos, pessoas ou lugares, mesmo sabendo exatamente o que são. A pessoa pode trocar palavras ou usar termos genéricos como “aquela coisa”.

Outros sintomas incluem:

  • falar em frases curtas ou incompletas;

  • usar palavras em uma ordem incorreta;

  • ter dificuldade para compreender o que os outros dizem, especialmente em conversas rápidas;

  • apresentar problemas para ler e escrever.

Em alguns casos, a pessoa consegue falar fluentemente, mas o discurso pode não fazer sentido, com palavras inventadas ou desconexas. Essa variedade de manifestações torna o diagnóstico preciso fundamental para um tratamento adequado.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?

O diagnóstico é realizado por uma equipe multidisciplinar, geralmente envolvendo neurologistas e fonoaudiólogos. São feitos exames de imagem, como ressonância magnética, para identificar a lesão cerebral, além de testes específicos para avaliar as habilidades de linguagem e comunicação do paciente.

O tratamento é centrado na reabilitação e conduzido principalmente por fonoaudiólogos. As sessões de terapia buscam estimular as áreas preservadas do cérebro para que assumam novas funções e ajudem a restaurar a capacidade de comunicação. Não existe um medicamento específico para a afasia, mas o tratamento de sua causa, como o controle da pressão arterial após um AVC, é crucial.

A recuperação de um quadro de afasia varia muito, dependendo da causa da lesão, da idade do paciente e da rapidez com que a reabilitação foi iniciada. Em casos de afasia induzida por medicamentos, a recuperação costuma ser mais rápida após a interrupção da substância causadora. O apoio de familiares e amigos é essencial durante todo o processo, ajudando o paciente a se adaptar e a encontrar novas formas de se comunicar.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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