A cotação do dólar em alta não afeta apenas quem planeja uma viagem internacional ou faz compras em sites estrangeiros. O valor da moeda norte-americana tem um impacto direto no seu carrinho de supermercado, encarecendo produtos que fazem parte do dia a dia de muitas famílias brasileiras. Isso acontece porque diversos itens, mesmo produzidos no Brasil, têm seus custos atrelados à cotação internacional.

Muitas matérias-primas e insumos agrícolas são negociados em dólar no mercado global. Quando a moeda sobe, o custo de produção aumenta ou se torna mais vantajoso para o produtor exportar, diminuindo a oferta interna. O resultado é um repasse quase imediato para os preços nas gôndolas.

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Entender essa dinâmica ajuda a planejar as compras e a se preparar para variações nos preços. Conheça cinco produtos essenciais que podem ficar mais caros com a valorização do dólar.

Produtos que sobem com o dólar

1. Pão, massas e biscoitos
O grande vilão aqui é o trigo. Apesar de ser um grande produtor agrícola, o Brasil ainda precisa importar aproximadamente 60% do trigo que consome. Como essa negociação é feita em dólar, qualquer variação cambial encarece a matéria-prima da farinha, impactando diretamente o preço do pão francês, macarrão, pizzas e biscoitos.

2. Óleos vegetais e margarina
A soja, principal matéria-prima para a produção de óleo de cozinha no país, é uma commodity com preço definido no mercado internacional e cotado em dólar. Quando a moeda americana se valoriza, o preço do grão sobe no mercado interno, acompanhando a paridade de exportação. Esse aumento se reflete no valor do óleo e de seus derivados, como a margarina.

3. Carnes de frango e porco
A alimentação dos animais é um dos principais custos da produção de aves e suínos. A ração é composta principalmente por milho e farelo de soja, duas commodities agrícolas cujos preços são dolarizados. Com a alta do dólar, o custo para alimentar o rebanho sobe, e esse valor é repassado ao consumidor final no preço da carne.

4. Cerveja
Sua cerveja do fim de semana também pode pesar mais no bolso. Ingredientes fundamentais para a produção da bebida, como o malte e a cevada, são majoritariamente importados e pagos em dólar. Além disso, o alumínio usado na fabricação das latas também tem seu preço atrelado à cotação internacional, pressionando ainda mais o custo final do produto.

5. Café
Embora o Brasil seja o maior produtor e exportador de café do mundo, o preço do grão no mercado interno é balizado pela bolsa de Nova York, em dólar. Quando a moeda sobe, exportar se torna mais lucrativo para os produtores. Para competir com o mercado externo, os compradores nacionais precisam pagar mais caro pela saca, o que acaba elevando o preço do cafezinho na sua mesa.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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