Para milhares de pacientes com leucemia e outras doenças do sangue, o transplante de medula óssea representa a única esperança de cura. Tornar-se um doador voluntário é um processo mais simples do que muitos imaginam e começa com um cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).
O cadastro é a porta de entrada para salvar uma vida. Os dados do voluntário são cruzados com os de pacientes que aguardam um transplante. A compatibilidade é rara, com uma chance de cerca de 1 em 100 mil. Por isso, quanto mais pessoas cadastradas, maiores são as chances de encontrar um doador compatível para quem precisa.
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Como se cadastrar para ser um doador?
O primeiro passo é procurar o hemocentro mais próximo em sua cidade. É fundamental levar um documento de identidade com foto. No local, a equipe de saúde fará um pré-cadastro com suas informações pessoais. Manter os dados de contato atualizados é crucial para que você seja localizado caso haja um paciente compatível. A atualização pode ser feita pelo site ou aplicativo do REDOME.
Em seguida, você assinará um termo de consentimento. A etapa final do cadastro é a coleta de uma pequena amostra de sangue (aproximadamente 5 ml). Essa amostra passa por testes de histocompatibilidade (HLA), que identificam as características genéticas que serão cruzadas com os dados dos pacientes.
Quais são os requisitos para doar?
Para se tornar um doador de medula óssea, é preciso atender a critérios específicos para garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor. Os principais requisitos são:
Ter entre 18 e 35 anos de idade;
Estar em bom estado geral de saúde;
Não possuir doença infecciosa ou incapacitante transmissível pelo sangue;
Não ter histórico de câncer, doenças do sangue ou do sistema imunológico.
Uma vez cadastrado, o voluntário permanece no registro até os 60 anos, mesmo que o cadastro só possa ser feito até os 35. Por isso, a atualização dos dados é tão importante ao longo dos anos.
E se eu for compatível?
Caso a compatibilidade com um paciente seja confirmada, a equipe do REDOME entrará em contato. Novos exames de sangue serão realizados para confirmar a compatibilidade e avaliar sua saúde. Se tudo estiver certo, a doação é agendada. Existem duas formas de realizar o procedimento.
A mais comum é a aférese. O doador toma um medicamento por cinco dias para aumentar a produção de células-tronco, que passam para a corrente sanguínea. A doação é feita por meio de uma máquina que coleta o sangue de um braço, separa as células-tronco e devolve o sangue ao corpo pelo outro braço.
A outra forma é a punção, um procedimento cirúrgico feito com anestesia. Uma pequena quantidade de medula é retirada do interior do osso da bacia com agulhas. A recuperação é rápida e o doador geralmente recebe alta no dia seguinte.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
