O preço de celulares, notebooks e outros eletrônicos importados deve subir nos próximos meses no Brasil. A mudança ocorre após o governo federal anunciar, em fevereiro de 2026, um aumento no imposto de importação que atinge centenas de produtos. Parte das novas alíquotas já está em vigor desde 6 de fevereiro, com o restante previsto para entrar em vigor em março. A medida tem como objetivo principal proteger a indústria nacional e ampliar a arrecadação de tributos.
A decisão impacta diretamente o bolso do consumidor, uma vez que a maior parte dos aparelhos vendidos no país chega do exterior ou depende de componentes importados para sua montagem. Com o reajuste, a tendência é que o custo final desses itens seja reajustado para cima nas lojas. No caso dos smartphones, por exemplo, a alíquota passou de 16% para 20%, gerando um impacto ampliado no preço final devido ao efeito cascata com outros tributos, como o IPI e o ICMS.
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Por que o imposto aumentou?
Formalizada pela Resolução Gecex nº 852/2026, a decisão busca equilibrar a concorrência entre produtos fabricados no país e os que vêm de fora. Segundo o governo, as importações dos itens afetados cresceram mais de 33% desde 2022, alcançando uma penetração de mais de 45% no mercado nacional. Com uma taxa maior sobre os importados, cujo aumento pode chegar a 7,2 pontos percentuais, a expectativa é que os itens produzidos localmente se tornem mais competitivos.
Outro ponto central é o aumento da receita federal. O valor arrecadado com as novas alíquotas pode ser destinado a diferentes áreas e investimentos públicos. Apesar das críticas, o Ministério da Fazenda projeta que o impacto inflacionário da medida será "baixo e defasado".
Quais produtos serão afetados?
A lista de produtos com imposto reajustado é extensa e abrange diversas categorias. No setor de tecnologia, o impacto será mais sentido em itens de grande procura. Entre os principais produtos que podem ficar mais caros estão:
Smartphones e celulares;
Notebooks e tablets;
Televisores e freezers;
Componentes de computador, como placas de vídeo, processadores, diodos e circuitos integrados;
Fones de ouvido e outros acessórios de áudio;
Câmeras fotográficas e filmadoras;
Smartwatches e outros dispositivos vestíveis;
Equipamentos médicos, como aparelhos de ressonância magnética e tomógrafos;
Máquinas industriais e tratores.
Na prática, o aumento do imposto encarece o custo para as empresas que trazem esses produtos ao Brasil. Esse valor adicional costuma ser repassado diretamente ao consumidor no preço final, o que explica a tendência de alta.
Críticas e preocupações do setor
Apesar da justificativa do governo, a medida gerou críticas de associações ligadas ao setor de importação. As entidades alertam para um possível impacto inflacionário, com o aumento de preços sendo repassado ao consumidor. Além disso, argumentam que o parque industrial brasileiro pode estar defasado para suprir a demanda com a mesma tecnologia e preço dos importados, o que poderia limitar as opções do consumidor a curto e médio prazo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
