Um carro parado na garagem, acumulando poeira e ocupando espaço, pode ser mais do que um problema: é uma oportunidade. Com o descarte correto, é possível dar um fim legal e ecológico ao veículo e ainda receber dinheiro por peças e sucata. A inauguração, em 25 de fevereiro de 2026, do maior centro de reciclagem veicular da América Latina em Igarapé, Minas Gerais, a Igarapé Reciclagens (IGAR), do Grupo SADA, reforça a importância de um processo que beneficia o bolso e o meio ambiente.
Abandonar um veículo em via pública ou mesmo em um terreno baldio é uma péssima ideia. Além de se tornar um foco de proliferação de doenças, como a dengue, o carro pode vazar fluidos tóxicos que contaminam o solo e a água. Legalmente, o proprietário continua responsável e pode ser multado, além de acumular dívidas de impostos e taxas.
Leia Mais
MG: leilão oferece motos e carros com lances a partir de R$ 5
Urânio em MG: passivo radioativo bilionário impede desmonte de planta
Lixão irregular é interditado após pilha de rejeitos desabar e poluir rios
O primeiro passo para se livrar do problema é dar baixa definitiva do veículo no Departamento de Trânsito (Detran) do seu estado. Esse procedimento é obrigatório e fundamental, pois retira o carro do sistema nacional, encerrando qualquer cobrança futura de IPVA ou licenciamento. Geralmente, é necessário apresentar documentos pessoais, o certificado de registro do veículo e placas.
Como funciona o descarte e a venda
Com a documentação de baixa em mãos, o próximo passo é procurar uma empresa de desmontagem credenciada pelo Detran. Essas companhias são as únicas autorizadas a realizar o desmanche de forma legal e ambientalmente segura. Elas são responsáveis por separar o que pode ser reaproveitado e descartar corretamente os materiais contaminantes, como óleos e baterias.
O retorno financeiro vem da venda de componentes e da carcaça. O valor varia conforme o modelo do carro, a demanda por suas peças e o estado de conservação delas. Itens como motor, câmbio, alternador e componentes eletrônicos costumam ter bom valor de revenda no mercado de peças usadas. O catalisador, por exemplo, contém metais preciosos como platina e paládio, o que o torna especialmente valioso.
Mesmo que as peças não estejam em bom estado, a estrutura metálica do carro é vendida como sucata para siderúrgicas. O preço é calculado por quilo e segue a cotação do mercado de metais. Embora não seja uma fortuna, o valor obtido geralmente cobre os custos do processo e ainda gera um pequeno lucro para o proprietário.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
