O Edifício JK, um dos cartões-postais de Belo Horizonte, voltou aos holofotes recentemente por questões judiciais envolvendo sua administração. No entanto, a história deste gigante de concreto vai muito além das polêmicas e se confunde com o próprio desenvolvimento da capital mineira, representando um marco da arquitetura modernista no país.

Projetado em 1951 por Oscar Niemeyer, o complexo nasceu de uma visão ambiciosa do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek. A ideia era criar uma obra monumental que oferecesse moradia e serviços em um único lugar, refletindo o espírito de progresso que dominava o Brasil e, especialmente, a jovem capital mineira.

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Sua construção, iniciada em 1952, foi um processo desafiador. Apesar dos percalços, o edifício foi inaugurado ainda na década de 1950, consolidando-se como o mais alto de Belo Horizonte por muitos anos e um ícone de seu horizonte urbano.

Uma cidade dentro da cidade

A grandiosidade do projeto se reflete nos números. Composto por dois blocos, um com 23 e outro com 36 andares, o conjunto abriga 1.086 apartamentos de 13 tipos diferentes. Estima-se que cerca de 5 mil pessoas vivam no local, uma população superior à de muitas cidades pequenas em Minas Gerais.

A fachada ondulada, marcada pelos elementos vazados característicos, não é apenas um detalhe estético. Ela foi projetada para garantir ventilação e iluminação natural aos extensos corredores, uma solução inteligente e típica do modernismo brasileiro. O objetivo era criar um ambiente funcional e agradável para seus milhares de moradores.

Curiosidades do gigante de concreto

Ao longo das décadas, o JK acumulou histórias e fatos que reforçam sua importância para Belo Horizonte. Sua relevância vai além da arquitetura, tornando-se um símbolo da vida urbana e da cultura local.

Inspiração presidencial: o nome JK é uma homenagem a Juscelino Kubitschek, que como prefeito de Belo Horizonte encomendou o projeto a Niemeyer, antes de se tornar governador de Minas Gerais e posteriormente presidente da República.

Autossuficiência: o plano original previa que o térreo do edifício funcionasse como um centro comercial completo, com lojas, cinema e restaurantes, permitindo que os moradores tivessem acesso a tudo sem precisar sair de casa.

Vista privilegiada: o terraço do bloco B, o mais alto, oferece uma das vistas panorâmicas mais impressionantes de Belo Horizonte, alcançando pontos icônicos da cidade, como a Serra do Curral e o estádio Mineirão.

Cenário cultural: por sua imponência e design único, o prédio já serviu de locação para filmes, clipes musicais e ensaios fotográficos, consolidando seu status como um personagem ativo no cenário cultural da capital.

Patrimônio da cidade: Em 2022, o Edifício JK foi tombado como patrimônio cultural do município, reconhecendo oficialmente sua importância histórica e arquitetônica para Belo Horizonte.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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