Um eclipse lunar total é um dos espetáculos mais aguardados no céu, e registrar esse momento pode parecer uma tarefa para fotógrafos profissionais. A boa notícia é que o celular no seu bolso é capaz de capturar imagens incríveis do fenômeno, mostrando a Lua com sua famosa coloração avermelhada, conhecida como "Lua de Sangue". Diferente de um eclipse solar, o lunar é totalmente seguro para observar a olho nu e fotografar sem filtros especiais, bastando seguir alguns passos simples para garantir o melhor resultado.
Para se programar, o próximo eclipse lunar total visível em grande parte do Brasil está previsto para a noite de 26 de fevereiro de 2026. Para saber as datas de outros eventos, consulte calendários astronômicos online.
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Antes de apontar para o céu
O primeiro passo para uma boa foto é a estabilidade. Um tripé para celular é fundamental para evitar imagens tremidas, já que você precisará de ajustes precisos. Sem ele, a foto certamente sairá borrada.
Busque um local com pouca poluição luminosa, longe das luzes da cidade. Quanto mais escuro o ambiente, mais nítida será a imagem da Lua e das estrelas ao redor. Além disso, pode parecer óbvio, mas limpe a lente da câmera com um pano macio, pois marcas de dedo ou poeira comprometem a qualidade final.
Ajustando a câmera do celular
Esqueça o modo automático. Abra o aplicativo da câmera e procure pelo modo “Pro” ou “Manual”. É aqui que você terá controle total sobre os ajustes mais importantes para a fotografia noturna. Antes de começar, desative o flash e o modo HDR automático, pois eles podem interferir negativamente. Configure os seguintes itens:
Foco: ajuste para o modo manual e mova o controle até o símbolo do infinito (?). Isso garante que a Lua, que está distante, fique perfeitamente nítida.
ISO: comece com um valor baixo, como 100 ou 200, para evitar o ruído (aqueles pontos granulados) na foto. Durante as fases parciais, mantenha o ISO baixo. Durante a totalidade (quando a Lua fica avermelhada), pode ser necessário aumentar para ISO 400-800, pois ela estará mais escura.
Velocidade do obturador: este é o tempo que a câmera fica capturando a luz. Inicie com uma velocidade entre 1/100 e 1/250 de segundo (ou o mais próximo que seu celular permitir). Para a Lua, mesmo durante o eclipse, ela ainda reflete luz suficiente para não precisar de exposições muito longas. Faça testes para encontrar o equilíbrio ideal.
Disparo: use o temporizador da câmera (timer) com 3 ou 5 segundos de atraso. Assim, você evita tremer o celular ao tocar na tela para fotografar.
Aplicativos podem ser aliados
Se o seu celular não possui um modo manual completo, alguns aplicativos podem ajudar. Aplicativos como Camera FV-5 (Android) ou ProCamera (iOS) oferecem controles manuais completos. O Adobe Lightroom mobile também permite ajustes profissionais e capturas em formato RAW, que oferece mais flexibilidade na edição posterior.
Uma dica extra é evitar o zoom digital a todo custo, pois ele apenas corta a imagem e reduz drasticamente a qualidade. É melhor fazer a foto sem zoom e recortá-la depois, se necessário. A fotografia astronômica exige paciência, então faça vários testes com diferentes configurações até chegar ao resultado que mais lhe agrada.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
