A temporada de declaração do Imposto de Renda avança e, com a aproximação do prazo final, cresce a preocupação dos contribuintes em evitar a temida malha fina. Um pequeno descuido no preenchimento pode resultar em multas e dores de cabeça com a Receita Federal. Identificar e corrigir os equívocos mais comuns é o caminho mais seguro para garantir uma declaração tranquila e em conformidade com as regras.

Muitos problemas surgem de falhas simples, como erros de digitação ou a omissão de informações importantes. A Receita Federal utiliza sistemas cada vez mais sofisticados para cruzar dados, o que torna a detecção de inconsistências praticamente instantânea. Por isso, a atenção aos detalhes é fundamental durante todo o processo, desde a coleta dos documentos até o envio final do formulário online.

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Para ajudar os contribuintes a evitar complicações, listamos os sete erros mais frequentes que levam milhares de pessoas à malha fina todos os anos. Conhecê-los é o primeiro passo para uma declaração correta.

Principais erros ao declarar o Imposto de Renda

  1. Omitir rendimentos: um dos erros mais comuns é esquecer de declarar todas as fontes de renda. Isso inclui salários de empregos anteriores, mesmo que por um curto período, além de aluguéis, pensões, trabalhos como autônomo e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis, como CDB, fundos de investimento e tesouro direto.

  2. Informar despesas médicas incorretas: gastos com saúde são dedutíveis, mas é preciso cuidado. Apenas despesas com consultas, exames, internações, tratamentos odontológicos, sessões de psicologia e planos de saúde podem ser declaradas. Compras em farmácias, por exemplo, não entram na conta. Além disso, é essencial informar o CNPJ ou CPF do prestador de serviço corretamente.

  3. Problemas com dependentes: incluir um dependente que também possui renda e esquecer de declarar esses ganhos é um erro grave. Da mesma forma, declarar um filho como dependente quando ele já fez sua própria declaração separadamente gera inconsistência imediata nos sistemas da Receita.

  4. Erros de digitação: um simples número errado no CPF de um dependente, no CNPJ de uma fonte pagadora ou um zero a mais ou a menos nos valores declarados é suficiente para reter a declaração. Revisar todos os campos com atenção antes de enviar é uma etapa crucial.

  5. Variação patrimonial incompatível: a evolução do seu patrimônio de um ano para o outro precisa ser compatível com a sua renda declarada. Se você comprou um imóvel ou um carro, por exemplo, a origem do dinheiro deve estar clara na declaração, seja por meio de salários, herança ou empréstimos.

  6. Esquecer de declarar investimentos: lucros obtidos com a venda de ações e fundos imobiliários precisam ser informados. O mesmo vale para criptomoedas, que devem ser declaradas na ficha de Bens e Direitos se o valor de aquisição for superior a R$ 5.000, e cujos lucros em vendas acima de R$ 35.000 no mês são tributáveis. As instituições financeiras informam essas operações à Receita, tornando o cruzamento de dados muito simples.

  7. Não declarar rendimentos de aluguel: tanto o proprietário que recebe o aluguel quanto o inquilino que paga precisam declarar a operação. Quando apenas uma das partes informa, a inconsistência é facilmente detectada, levando ambos à malha fina.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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