As recentes mudanças na lei de cidadania italiana, que podem tornar o processo mais longo e burocrático, acenderam um alerta para muitos brasileiros que sonham com um passaporte europeu. A boa notícia é que a Itália não é a única porta de entrada. Diversos outros países do continente oferecem programas de reconhecimento de cidadania para descendentes, com regras que podem ser mais acessíveis.

Enquanto a cidadania italiana se baseia no princípio jus sanguinis (direito de sangue) sem limite de gerações, outros países impõem limites ou critérios específicos. As informações apresentadas refletem o cenário em fevereiro de 2026, mas é fundamental consultar fontes oficiais ou assessoria especializada antes de iniciar qualquer processo, pois legislações podem mudar. Conhecer as regras de cada um é o primeiro passo para avaliar a viabilidade do seu processo.

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Portugal

Para quem tem ascendência lusitana, a cidadania portuguesa é uma das mais procuradas. Filhos de cidadãos portugueses têm direito garantido. Netos também podem solicitar e, desde as alterações na lei em 2020, a principal exigência é a comprovação de conhecimento da língua portuguesa, sem a necessidade de demonstrar outros laços efetivos com o país, como viagens regulares. A via para bisnetos geralmente depende de os pais ou avós terem obtido a nacionalidade primeiro. Vale destacar que propostas de mudanças na legislação tramitam no parlamento e podem tornar o processo mais restritivo, mas até fevereiro de 2026, essas alterações ainda não estavam em vigor.

Espanha

A Espanha também reconhece o direito de sangue, principalmente para filhos e netos. Uma oportunidade importante foi a “Lei da Memória Democrática”, que permitiu a filhos e netos de espanhóis exilados durante a Guerra Civil e a ditadura franquista solicitar a nacionalidade. Contudo, essa lei tinha um prazo que, segundo as últimas prorrogações, se encerrou no final de 2025. É fundamental verificar se novas janelas de oportunidade ou legislações similares foram criadas.

Irlanda

A Ilha Esmeralda oferece um caminho conhecido como “cidadania por descendência”. Se um de seus avós nasceu na Irlanda, você já pode ser elegível, mesmo que seus pais nunca tenham formalizado a nacionalidade irlandesa. O processo consiste na inscrição no Registro de Nascimentos Estrangeiros e é considerado um dos mais diretos, geralmente sem exigir proficiência no idioma ou comprovação de laços culturais.

Alemanha

Com uma modernização na legislação em agosto de 2021, a Alemanha buscou reparar injustiças históricas e facilitar a transmissão da cidadania. Descendentes de pessoas que perderam a cidadania por perseguição do regime nazista entre 1933 e 1945 têm direito à naturalização facilitada. Além disso, a lei corrigiu uma antiga regra discriminatória, permitindo agora que descendentes nascidos de mãe alemã antes de 1975 (e que não obtiveram a nacionalidade na época) possam solicitá-la.

Polônia

A cidadania polonesa se baseia no direito de sangue (jus sanguinis), sem limite geracional. O principal desafio está na documentação. É preciso provar que o antepassado era cidadão polonês na época do nascimento do filho seguinte na linhagem e que a cidadania não foi perdida. A perda poderia ocorrer por naturalização voluntária em outro país ou serviço militar estrangeiro, especialmente antes da entrada em vigor da lei de 1951, uma das datas-chave na análise dos processos.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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