A história de superação da ex-ginasta Lais Souza, que se tornou tetraplégica após um acidente em 2014, lança luz sobre um desafio diário para milhões de pessoas no Brasil: a falta de acessibilidade. A rotina de quem convive com alguma deficiência revela um país que, apesar de ter uma legislação avançada no papel, ainda impõe inúmeras barreiras físicas e digitais.

A principal ferramenta legal é a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), sancionada em 2015. A legislação estabelece diretrizes para garantir direitos e promover a inclusão em áreas como saúde, educação, trabalho, transporte e lazer. O objetivo é assegurar autonomia e participação social plena a todos.

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No entanto, a distância entre a teoria e a prática é evidente nas cidades. Para muitas pessoas com deficiência, tarefas simples como usar o transporte público ou caminhar pela calçada se transformam em verdadeiros obstáculos. A realidade expõe uma infraestrutura urbana despreparada e, muitas vezes, hostil.

Principais barreiras no dia a dia

As dificuldades aparecem em diversas situações cotidianas. O transporte coletivo, por exemplo, frequentemente apresenta problemas como elevadores e rampas de acesso quebrados em ônibus e estações de metrô. A falta de preparo de funcionários para lidar com o público também agrava a situação.

Nas ruas, o cenário não é diferente. Calçadas esburacadas, ausência de rampas em esquinas e sinalização tátil inadequada ou inexistente limitam a locomoção segura e independente, colocando em risco a integridade física de pedestres com deficiência visual ou mobilidade reduzida.

Edifícios públicos e privados, incluindo comércios e agências bancárias, muitas vezes não cumprem as normas. Escadas sem rampas ou elevadores alternativos, portas estreitas e banheiros não adaptados são barreiras comuns que impedem o acesso a serviços essenciais.

Além do mundo físico, o ambiente digital também impõe desafios. Muitos sites governamentais, aplicativos de serviços e plataformas de compras online não são compatíveis com leitores de tela, ferramentas usadas por pessoas com deficiência visual para navegar na internet.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 18 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência. Garantir a acessibilidade, portanto, é mais do que cumprir uma lei: é assegurar que todos os cidadãos possam exercer seu direito fundamental de ir e vir com autonomia e dignidade.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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