Cair na malha fina da Receita Federal é um dos maiores receios dos contribuintes ao entregar a declaração do Imposto de Renda. Referente ao ano-calendário de 2025, o processo de declaração esconde armadilhas que podem resultar em multas e dores de cabeça. Um simples número errado ou a falta de um informe de rendimentos são suficientes para acender o alerta do Fisco.
A chamada malha fina nada mais é do que uma verificação detalhada das informações declaradas. Quando a Receita encontra alguma divergência entre os dados do contribuinte e os de outras fontes, como empresas e bancos, a declaração é retida para análise. Conhecer os erros mais comuns é o primeiro passo para evitá-los.
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Para ajudar nessa tarefa, listamos as sete falhas mais frequentes que levam os contribuintes a terem problemas com a Receita Federal. Fique atento para não cometê-las:
Erros de digitação: é o deslize mais básico e, ainda assim, muito comum. Digitar um CPF, um CNPJ ou o valor de um rendimento com um número trocado pode gerar uma inconsistência imediata no cruzamento de dados.
Omissão de rendimentos: não declarar todos os salários recebidos no ano, incluindo décimo terceiro, férias ou rendimentos de um segundo emprego, é uma das principais causas de retenção. Rendimentos de aluguéis, de investimentos ou valores recebidos por serviços prestados via Pix também entram na lista.
Despesas médicas incorretas: informar gastos com saúde sem o comprovante correspondente ou incluir despesas não dedutíveis, como tratamentos estéticos, medicamentos comprados em farmácia ou despesas que foram total ou parcialmente reembolsadas, leva à glosa da dedução e à retenção da declaração.
Informações de dependentes: incluir um dependente que não se enquadra nas regras, como um filho que já tem renda própria significativa ou que não se enquadra nos critérios da Receita Federal, ou esquecer de declarar os rendimentos desse dependente, é um erro frequente.
Venda de bens e direitos: deixar de informar a venda de um carro, imóvel ou ações, mesmo que não haja lucro tributável, cria uma inconsistência patrimonial que a Receita pode identificar facilmente.
Previdência privada: confundir os planos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), que é dedutível até o limite de 12% da renda bruta anual, com o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), que não é, na hora de declarar é um erro que pode levar à malha fina.
Dados bancários para restituição: errar o número da agência ou da conta bancária ao informar os dados para receber a restituição pode atrasar o pagamento e gerar transtornos desnecessários.
A melhor forma de evitar esses problemas é a atenção redobrada durante o preenchimento. Reunir todos os documentos com antecedência e revisar cada campo antes de enviar a declaração são passos fundamentais para garantir a tranquilidade com o Fisco.
Caso a declaração seja retida, o contribuinte pode fazer uma retificação online. No entanto, se for notificado oficialmente pela Receita, a correção espontânea não é mais possível, e o processo pode resultar em multa sobre o imposto devido.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
