Em paralelo aos alertas recentes sobre a Mpox, que teve nova variante confirmada pela OMS em fevereiro de 2026, um perigo silencioso ressurge e acende outro alerta na Organização Mundial da Saúde: o retorno de doenças que muitos consideravam parte do passado. Surtos de enfermidades como sarampo e poliomielite, que estavam sob controle ou perto da erradicação, voltaram a preocupar autoridades sanitárias em todo o mundo.
A principal causa para essa preocupação é a queda nas taxas de vacinação em diversas partes do globo. A pandemia de Covid-19 agravou o cenário, sobrecarregando sistemas de saúde e interrompendo campanhas de imunização. Esse contexto criou "bolsões" de pessoas vulneráveis, permitindo que vírus antigos voltassem a circular com mais força.
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Essa nova realidade quebra a falsa sensação de segurança de que certas doenças haviam sido vencidas em definitivo. A vigilância constante e a manutenção de altas coberturas vacinais se mostram essenciais para evitar retrocessos na saúde pública global.
O retorno do sarampo
O sarampo, uma infecção viral extremamente contagiosa, voltou a registrar surtos em países onde estava praticamente eliminado. A doença representa um risco especialmente para crianças pequenas e pode levar a complicações graves, que incluem pneumonia, danos cerebrais permanentes e até a morte.
Transmitido facilmente pelo ar, por meio de tosse e espirros, o vírus pode permanecer ativo em superfícies por horas. A única forma de prevenção eficaz é a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), cuja cobertura insuficiente abre portas para a rápida disseminação da doença em comunidades desprotegidas.
A ameaça da poliomielite
Situação semelhante ocorre com a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. A doença, que estava muito perto de ser erradicada, registrou novos casos e a detecção do vírus em amostras de esgoto em locais que não o viam há décadas. Isso indica que a transmissão silenciosa está acontecendo.
Causada por um vírus que ataca o sistema nervoso, a pólio pode levar à paralisia irreversível dos membros em questão de horas. A circulação do poliovírus em qualquer lugar do planeta representa um risco para crianças não vacinadas em todos os países, devido à facilidade das viagens internacionais.
O ressurgimento dessas enfermidades evidencia a fragilidade dos programas de imunização. A lição, segundo autoridades de saúde, é clara: a vigilância e a vacinação não podem ser negligenciadas, mesmo para doenças que parecem controladas.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
