A notícia da morte do ator Eric Dane, conhecido por seu papel em "Grey's Anatomy", na última quinta-feira (19), trouxe à tona discussões sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O ator, que havia anunciado o diagnóstico em abril de 2025, lutava contra a condição neurodegenerativa rara e progressiva que afeta as células nervosas responsáveis pelo controle dos movimentos voluntários, conhecidas como neurônios motores.
Essas células são fundamentais para levar os comandos do cérebro até os músculos de todo o corpo. Na ELA, os neurônios motores se desgastam e morrem, o que interrompe a comunicação entre o cérebro e a musculatura. Sem esse estímulo, os músculos enfraquecem e atrofiam gradualmente.
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O resultado é a perda progressiva da capacidade de se mover, falar, engolir e, em estágios mais avançados, respirar. Uma característica marcante da ELA é que, na maioria dos casos, as funções cognitivas, como o raciocínio e a memória, e os cinco sentidos permanecem intactos. A pessoa continua consciente de tudo ao seu redor, mas fica presa em um corpo que para de responder.
Quais são os primeiros sinais da ELA?
Os sintomas iniciais podem ser sutis e variar de pessoa para pessoa, mas geralmente envolvem a perda de força em uma área específica. Com o tempo, o quadro se espalha para outras partes do corpo. Os sinais mais comuns incluem:
fraqueza muscular, geralmente começando nas mãos, braços, pernas ou pés;
cãibras e espasmos musculares frequentes (fasciculações);
dificuldade para falar, com a voz se tornando anasalada ou arrastada;
problemas para mastigar ou engolir alimentos e líquidos (disfagia);
perda de destreza nos dedos e dificuldade em realizar tarefas simples.
Existe tratamento para a ELA?
Atualmente, não há cura para a Esclerose Lateral Amiotrófica. No entanto, existem tratamentos focados em retardar a progressão da doença e em manejar os sintomas para melhorar a qualidade de vida do paciente. Medicamentos específicos podem ajudar a diminuir o dano aos neurônios motores.
Além disso, uma abordagem multidisciplinar é essencial. Fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia ajudam a manter a mobilidade e a comunicação pelo maior tempo possível. Suporte nutricional e respiratório também se tornam cruciais à medida que a condição avança, garantindo o máximo de bem-estar ao paciente.
Para pacientes e familiares que buscam apoio, diversas associações e institutos oferecem informações, acolhimento e orientações sobre os direitos e cuidados necessários. Buscar esses recursos pode ser um passo importante na jornada de convivência com a ELA.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
