No universo de Hollywood, onde características marcantes podem definir uma carreira, poucas atrizes tiveram um traço tão icônico e controverso quanto Meg Foster: seus olhos. Com uma cor azul-pálido quase translúcida, seu olhar era tão penetrante que, enquanto fascinava o público, gerava desconforto em produtores e diretores. A revista Mademoiselle chegou a apelidá-los de “os olhos de 1979”.
Essa característica única, no entanto, tornou-se um obstáculo paradoxal em sua carreira. O olhar de Foster era considerado tão poderoso que muitos na indústria acreditavam que ele desviava a atenção do resto da cena. Por isso, não era raro que pedissem a Foster que usasse lentes de contato para reduzir o efeito 'distrativo' de seus olhos na tela, segundo os produtores, para evitar que desviassem excessivamente a atenção.
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Marcos na TV e no cinema
Apesar das dificuldades, a carreira de Foster decolou, com papéis importantes na TV. Um de seus momentos notáveis foi quando assumiu brevemente o papel da detetive Christine Cagney na série de sucesso Cagney & Lacey (1982), solidificando sua presença na televisão americana. No entanto, foi no cinema de gênero que seus olhos se tornaram um trunfo inesquecível.
Nos anos 1980, ela imortalizou duas personagens que se beneficiaram diretamente de sua aparência intimidadora. Em Mestres do Universo (1987), interpretou a vilã Evil-Lyn, e seu olhar gélido conferiu à personagem uma aura de poder e ameaça que marcou uma geração. No ano seguinte, em Eles Vivem (1988), de John Carpenter, seu papel como Holly Thompson usou a mesma intensidade para criar uma personagem complexa e ambígua.
Enquanto a indústria tentava 'normalizar' sua aparência, o público a abraçava justamente por sua singularidade. Seus olhos se tornaram sua assinatura, um símbolo de força e mistério que a diferenciava de qualquer outra atriz em atividade. Para os fãs de fantasia e ficção científica, ela não era apenas uma atriz, mas a personificação de personagens de outro mundo.
Com mais de cinco décadas de carreira e mais de 120 créditos em seu currículo, Meg Foster provou que seu talento ia muito além de sua aparência. Ela construiu uma trajetória sólida e diversificada, mas será para sempre lembrada como a dona dos olhos mais hipnotizantes e inesquecíveis da história do cinema.
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