Zagreb, a capital da Croácia, tem atraído olhares recentemente, e não apenas pelo futebol. A cidade guarda uma de suas atrações mais inusitadas e emocionantes em seu centro histórico: o Museu das Relações Terminadas. O espaço celebra algo universal e muitas vezes doloroso, o fim de um amor, de uma forma criativa e profundamente humana.

Longe de ser um lugar de tristeza, o museu reúne uma coleção de objetos doados por pessoas de todo o mundo. Cada item, por mais banal que pareça, representa o fim de um relacionamento e vem acompanhado de uma breve história, anônima, que explica seu significado. É uma jornada por memórias, desilusões e até mesmo momentos de alívio.

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A ideia é simples e poderosa. Ao compartilhar esses símbolos de términos, as pessoas encontram uma forma de seguir em frente, enquanto os visitantes se conectam com as narrativas, percebendo que suas próprias experiências de perda não são únicas.

O que você vai encontrar no museu?

O acervo é surpreendentemente variado e reflete a complexidade das relações humanas. Entre os itens expostos, há desde os mais previsíveis, como cartas de amor e anéis de noivado, até os mais peculiares, que contam histórias com um toque de humor ou ironia.

Imagine um machado que foi usado para destruir os móveis de um ex-parceiro infiel. Ou um anão de jardim que voou pelo ar no dia que terminou um casamento de 20 anos. Há também um celular quebrado, um vestido de noiva nunca usado e até uma prótese de perna.

Cada objeto serve como uma janela para um momento específico da vida de alguém, transformando o museu em um mosaico de emoções que vão do riso à lágrima. É um lembrete de que toda história de amor, mesmo quando acaba, deixa um legado.

Como tudo começou

A iniciativa nasceu de uma experiência pessoal. Após o término do relacionamento de quatro anos, os artistas Olinka Vištica e Dražen Grubiši?, de Zagreb, não sabiam o que fazer com os objetos que acumulavam memórias do tempo que passaram juntos. A brincadeira sobre criar um lugar para guardar essas lembranças virou um projeto sério.

O que começou como uma instalação artística itinerante em 2006 cresceu e ganhou uma sede permanente em 2010, na capital croata. O sucesso foi tanto que o museu recebeu, em 2011, o prêmio Kenneth Hudson de museu mais inovador da Europa, destacando sua abordagem original e o impacto emocional sobre o público.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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