A Quaresma representa para os católicos um período de 40 dias dedicado à preparação espiritual para a Páscoa, a celebração mais importante do cristianismo. O tempo litúrgico começa oficialmente na Quarta-feira de Cinzas, logo após o Carnaval, e termina pela tarde de Quinta-feira Santa, antes da Missa da Ceia do Senhor, quando tem início o Tríduo Pascal.

Este período é um convite à reflexão, à penitência e à conversão. A duração de 40 dias tem um forte simbolismo bíblico, remetendo diretamente aos 40 dias que Jesus Cristo passou jejuando no deserto antes de iniciar sua vida pública, assim como aos 40 anos de peregrinação do povo de Israel pelo deserto.

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A tradição quaresmal se baseia em três práticas fundamentais que guiam os fiéis durante essa jornada de introspecção e mudança de vida. Cada uma delas possui um significado específico e complementar, formando um caminho completo de preparação para a ressurreição de Cristo.

Os pilares da prática quaresmal

O jejum é talvez o pilar mais conhecido. A prática vai muito além da simples abstinência de carne vermelha às sextas-feiras. O verdadeiro sentido é se privar de algo, como um alimento, um hábito ou mesmo o uso de redes sociais, como forma de disciplina e para se solidarizar com aqueles que têm pouco.

A oração é intensificada como forma de fortalecer a conexão com Deus. Durante a Quaresma, os católicos são incentivados a dedicar mais tempo à leitura da Bíblia, à participação em missas e a momentos de diálogo pessoal e silencioso com o sagrado, buscando um alinhamento espiritual.

Por fim, a caridade, também chamada de esmola, completa a base da vivência quaresmal. A prática se traduz em atos concretos de ajuda ao próximo, seja por meio de doações, trabalho voluntário ou simplesmente oferecendo tempo e atenção a quem precisa. É um exercício de desapego e amor ao próximo.

O objetivo central da Quaresma é a conversão. É um tempo de olhar para dentro, reconhecer as próprias falhas e buscar uma transformação genuína, abandonando atitudes que afastam de Deus e dos outros. Por isso, o período é marcado por um clima de maior sobriedade e recolhimento nas comunidades.

Durante este tempo litúrgico, a cor roxa é predominante nas vestes dos sacerdotes e na decoração das igrejas. Ela simboliza luto, penitência e a seriedade do período, lembrando constantemente aos fiéis o chamado à reflexão e à mudança interior antes da grande festa da Páscoa.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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