As fortes chuvas que atingiram Belo Horizonte neste mês deixaram um rastro de alagamentos, e muitos motoristas viram seus carros submersos. Nesses momentos de desespero, saber como agir corretamente é crucial para tentar salvar o veículo e garantir o acionamento do seguro. A primeira e mais importante regra é a segurança pessoal. Só se aproxime do veículo quando o nível da água baixar e não houver mais riscos.
Com a situação sob controle, o passo seguinte é avaliar os danos e tomar as primeiras providências. A forma como você lida com o carro nos minutos seguintes ao alagamento pode determinar se ele terá conserto ou se o prejuízo será ainda maior. Decisões precipitadas costumam agravar problemas mecânicos e elétricos.
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O que não fazer de jeito nenhum
A ansiedade para saber se o carro ainda funciona é a principal inimiga. A primeira ação a ser evitada é tentar ligar o motor. Se a água entrou no sistema de admissão, girar a chave pode causar o chamado calço hidráulico, que é quando o líquido, que não pode ser comprimido como o ar, força e danifica componentes internos do motor, como pistões e bielas. O resultado quase sempre é a perda total do propulsor.
Evite também tentar secar o interior do veículo por conta própria com métodos caseiros. Apenas remover a água visível não resolve o problema. A umidade se infiltra nos estofados, carpetes e, principalmente, nos módulos eletrônicos espalhados pelo carro, causando corrosão e falhas futuras.
Passo a passo: como agir corretamente
A prioridade é registrar a situação para o seguro. Tire muitas fotos e faça vídeos do carro ainda no local do alagamento, mostrando a marca do nível que a água atingiu. Documente os arredores para comprovar o ocorrido.
Logo após, se tiver acesso seguro ao capô, desconecte os cabos da bateria. Essa ação simples corta a energia do sistema e ajuda a prevenir curtos-circuitos nos componentes eletrônicos que ainda podem estar molhados. Com isso feito, o próximo passo é chamar um guincho para levar o veículo diretamente a uma oficina de confiança, que tenha experiência com carros alagados.
Com o carro a caminho do conserto, entre em contato com sua seguradora para abrir o sinistro. A maioria das apólices com cobertura compreensiva (também chamada de cobertura ampla), a mais comum no mercado, inclui proteção contra desastres naturais, como enchentes. Informe todos os detalhes e envie a documentação fotográfica que você produziu.
A seguradora realizará uma vistoria para avaliar a extensão dos danos. Se o custo do reparo for muito elevado em relação ao valor de mercado do veículo (geralmente acima de 75%), é decretada a perda total. Nesse caso, a companhia paga a indenização integral ao segurado.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
