A violência contra a mulher nem sempre deixa marcas físicas. Uma de suas formas mais cruéis é a violência vicária, que utiliza os filhos como instrumento para atingir e punir a mãe. O debate sobre o tema ganhou força em todo o país após um trágico evento ocorrido recentemente em Itumbiara, Goiás, onde um pai matou os próprios filhos como forma de vingança contra a ex-companheira.
Essa agressão busca causar o sofrimento psicológico máximo ao manipular ou ameaçar o bem-estar das crianças. Reconhecida formalmente pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) no final de 2025, a violência vicária se manifesta em atitudes muitas vezes disfarçadas no cotidiano. Reconhecer seus sinais é o primeiro passo para que a vítima possa buscar ajuda e proteger a si e aos filhos.
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Confira cinco comportamentos sutis que podem indicar violência vicária:
Manipulação para criar alienação parental
O agressor tenta colocar o filho contra a mãe. Ele desqualifica a figura materna com mentiras, distorce fatos sobre o relacionamento ou cria situações para que a criança se sinta culpada por gostar da mãe. O objetivo é minar o vínculo e usar o filho como aliado na agressão.Chantagem financeira usando as necessidades dos filhos
O pagamento de pensão ou de despesas essenciais, como escola, plano de saúde e alimentação, se transforma em uma ferramenta de controle. O agressor condiciona o cumprimento de suas obrigações financeiras a vontades ou exigências que não têm relação com o bem-estar da criança, mas sim com o desejo de punir a ex-parceira.Ameaças veladas sobre tirar a guarda
Sem qualquer base legal, o agressor ameaça constantemente entrar na Justiça para tirar a guarda dos filhos. Essas intimidações geram um estado de medo e insegurança constante na mãe, que passa a temer a perda do convívio com as crianças a cada novo desentendimento.Controle e desorganização da rotina
Ações aparentemente pequenas, como atrasar a devolução do filho após a visita ou descumprir horários combinados, são usadas para desestabilizar a rotina da mãe. Esse comportamento visa gerar estresse e dificultar a organização da vida pessoal e profissional dela, mantendo uma forma de controle mesmo após a separação.Omissão de informações importantes sobre a criança
O agressor deixa de comunicar fatos relevantes sobre a saúde, a vida escolar ou o bem-estar do filho. A intenção é excluir a mãe das decisões e da vida da criança, fazendo com que ela se sinta impotente e afastada, o que aprofunda o sofrimento psicológico.
Se você se identifica com alguma dessas situações ou conhece alguém que possa estar vivendo sob violência vicária, procure ajuda. A Central de Atendimento à Mulher, no número 180, oferece escuta e acolhimento qualificado para mulheres em situação de violência, funcionando 24 horas por dia, todos os dias da semana.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
