A possibilidade de reduzir a conta de luz em 70% a 85% está se tornando uma realidade para um número crescente de brasileiros. Mesmo com as recentes mudanças nas regras do setor, a energia solar residencial ganhou espaço com a queda nos custos dos equipamentos e as altas constantes nas tarifas de energia. O sistema permite que uma casa gere sua própria eletricidade de forma limpa e utilize o excedente para abater o consumo da rede.

A instalação transforma o telhado em uma pequena usina. Os painéis fotovoltaicos captam a luz do sol e a convertem em corrente elétrica contínua. Em seguida, um aparelho chamado inversor adapta essa energia para o padrão utilizado em tomadas e eletrodomésticos, que é a corrente alternada. Tudo funciona de maneira automática e silenciosa.

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Quando a produção de energia é maior que o consumo instantâneo da casa, o excesso é injetado na rede da distribuidora. Esse processo gera créditos energéticos, mas sob a nova regulamentação, há uma cobrança sobre essa energia injetada. Ainda assim, os créditos são usados para abater o consumo durante a noite ou em dias nublados, garantindo uma economia expressiva na fatura mensal.

Custo e retorno do investimento

O investimento inicial para instalar um sistema de energia solar residencial varia conforme o consumo da família e a localização do imóvel. Atualmente, os valores para uma residência de porte médio ficam entre R$ 12 mil e R$ 25 mil. O montante inclui equipamentos, projeto e mão de obra especializada.

Apesar do custo, o retorno financeiro é um dos principais atrativos. O tempo médio para que a economia na conta de luz pague o investimento, conhecido como payback, é de quatro a seis anos no Brasil. Considerando que os painéis solares têm vida útil superior a 25 anos, o proprietário desfruta de energia praticamente gratuita por um longo período.

Entendendo as novas regras: a Lei 14.300/2022

É fundamental entender a Lei 14.300/2022, que estabeleceu o Marco Legal da Geração Distribuída. A principal mudança é a cobrança progressiva do Fio B, uma tarifa sobre o uso da infraestrutura da rede elétrica. Em 2026, essa cobrança atinge 60% do valor do Fio B e incide apenas sobre a energia excedente que é injetada na rede. A energia gerada e consumida instantaneamente pela residência (autoconsumo) não é taxada. Mesmo com essa nova regra, o investimento continua altamente vantajoso, proporcionando economias que variam de 70% a 85%.

Vantagens além da economia

A decisão de instalar painéis solares traz benefícios que vão além da redução de custos mensais. A valorização do imóvel é um deles, pois uma casa autossustentável em energia se torna mais atrativa no mercado. Outros pontos positivos incluem:

  • Sustentabilidade: a energia solar é uma fonte limpa, que não emite gases poluentes e contribui para a preservação do meio ambiente.

  • Baixa manutenção: os sistemas exigem pouca manutenção, geralmente limitada a uma limpeza anual dos painéis para garantir a máxima eficiência.

  • Previsibilidade: o consumidor fica protegido das variações e aumentos nas tarifas de energia, tendo maior controle sobre seus gastos fixos.

O primeiro passo para quem se interessa é procurar empresas especializadas para realizar um orçamento. Elas avaliam o potencial de geração do telhado e a média de consumo para dimensionar o sistema ideal para cada necessidade.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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