O pâncreas é uma glândula essencial para a digestão e o controle do açúcar no sangue, mas muitas vezes só lembramos dele quando algo vai mal. A pancreatite, sua inflamação, pode ser súbita e grave, exigindo atenção médica imediata. Embora o consumo excessivo de álcool seja o gatilho mais conhecido, diversos outros hábitos do dia a dia podem sobrecarregar o órgão e desencadear uma crise.

Muitas pessoas não sabem que uma dieta desequilibrada ou o uso de certos medicamentos podem estar entre as principais causas. A boa notícia é que a maioria desses fatores de risco pode ser controlada com mudanças no estilo de vida. Conhecer esses gatilhos é o primeiro passo para proteger a saúde do seu pâncreas e evitar complicações sérias.

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Sete fatores de risco para a pancreatite

  1. Consumo excessivo de álcool: Continua sendo uma das causas mais comuns. O álcool sobrecarrega o pâncreas, que trabalha intensamente para metabolizá-lo, o que pode levar a uma inflamação aguda.

  2. Alimentação rica em gorduras: Dietas com excesso de alimentos gordurosos podem aumentar drasticamente os níveis de triglicerídeos no sangue. Quando essa taxa fica muito alta, o sangue se torna mais "espesso", o que pode obstruir pequenos vasos no pâncreas e iniciar um processo inflamatório.

  3. Cálculos biliares não tratados: Pedras na vesícula podem migrar e bloquear o duto que o pâncreas utiliza para liberar suas enzimas digestivas no intestino. Com o caminho obstruído, essas enzimas ficam represadas e começam a "digerir" o próprio órgão, causando a pancreatite.

  4. Tabagismo: Fumar não afeta apenas os pulmões. As toxinas do cigarro aumentam o risco de inflamação no pâncreas e também são um fator de risco conhecido para o câncer de pâncreas.

  5. Uso de certos medicamentos: Alguns remédios, como certos diuréticos, antibióticos, imunossupressores e até mesmo medicamentos mais recentes para perda de peso, podem ter a pancreatite como um efeito colateral raro. Por isso, a automedicação é perigosa e o acompanhamento médico é fundamental ao iniciar qualquer tratamento.

  6. Obesidade e sedentarismo: O excesso de peso está associado a um estado inflamatório crônico no corpo e a um maior risco de desenvolver cálculos biliares e triglicerídeos altos, criando um cenário perfeito para a inflamação do pâncreas.

  7. Ignorar o histórico familiar: A genética também desempenha um papel. Se há casos de pancreatite na sua família, o risco pode ser maior. Conversar com um médico sobre seu histórico ajuda a criar uma estratégia de prevenção mais eficaz.

É fundamental estar atento aos sinais de alerta. A dor abdominal intensa e súbita, que pode se espalhar para as costas, é o principal sintoma da pancreatite aguda e um motivo para procurar atendimento médico de emergência. Adotar um estilo de vida mais saudável e conhecer esses gatilhos são os melhores caminhos para manter o pâncreas protegido.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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