Antes de chegar ao tanque do seu carro, o etanol percorre um longo e complexo caminho que começa no campo e termina na bomba de combustível. Essa jornada, que transforma a cana-de-açúcar em energia, envolve tecnologia de ponta e uma logística precisa para abastecer milhões de veículos em todo o Brasil.
O processo inteiro é um exemplo de como um recurso agrícola se converte em um dos principais componentes da matriz energética nacional, impulsionando a economia e oferecendo uma alternativa aos combustíveis fósseis.
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Da colheita à usina
O ponto de partida são os vastos canaviais. Atualmente, a colheita é quase toda mecanizada — superando 90% no Brasil —, com máquinas que cortam, picam e limpam a cana diretamente no campo. Essa matéria-prima é imediatamente carregada em caminhões e transportada para as usinas de processamento, garantindo que chegue fresca e com alto teor de açúcar.
Ao chegar na usina, a cana passa por um processo de lavagem para remover impurezas. Em seguida, ela é esmagada em grandes rolos de moagem que extraem o caldo de cana, também conhecido como garapa. Esse líquido rico em sacarose é a base para a produção tanto do açúcar quanto do etanol.
Fermentação e destilação
O caldo de cana é então direcionado para grandes tanques de fermentação. Nesses recipientes, leveduras são adicionadas para consumir o açúcar e transformá-lo em álcool, em um processo que dura cerca de oito horas. O resultado é um líquido chamado de vinho fermentado, com um teor alcoólico de aproximadamente 10%.
Para se tornar o combustível que conhecemos, esse vinho passa pela destilação. O líquido é aquecido em colunas de destilação, onde o álcool, por ser mais leve que a água, evapora primeiro. Esse vapor é coletado e resfriado, condensando-se em etanol com alta pureza. Daqui, saem dois tipos de produto: o etanol hidratado, vendido diretamente nas bombas, e o anidro, que é misturado à gasolina.
A etapa final: distribuição
Após ser produzido e passar por rigorosos testes de qualidade, o etanol é armazenado em grandes tanques nas próprias usinas. A partir daí, as distribuidoras de combustíveis compram o produto e organizam sua logística para que chegue a todas as regiões do país.
O transporte até as bases de distribuição é feito por meio de dutos, ferrovias ou caminhões-tanque. Finalmente, o combustível é levado aos postos de serviço, onde fica armazenado em tanques subterrâneos até o momento em que o consumidor final abastece o seu veículo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
