A morte da influenciadora Marcela França aos 43 anos, vítima de câncer de colo de útero, acendeu um alerta sobre uma tendência preocupante: o aumento de diagnósticos da doença em mulheres com menos de 50 anos. O caso, que teve início com um diagnóstico de HPV aos 24 anos e evoluiu para o câncer aos 39, reforça a importância de conhecer os tipos de tumores mais comuns nessa faixa etária e de adotar medidas de prevenção e detecção precoce.

Embora o câncer seja frequentemente associado a idades mais avançadas, a incidência de certos tipos de tumores em jovens tem aumentado, segundo especialistas. Mudanças em hábitos de vida nas últimas décadas, como dietas ultraprocessadas, sedentarismo e exposição a fatores ambientais, estão entre as possíveis causas para esse cenário.

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Tipos de câncer mais frequentes em mulheres jovens

Diferentemente da população mais velha, os tumores que mais afetam as mulheres jovens têm características específicas. Conhecer os principais tipos ajuda a direcionar a atenção para os sinais corretos. Os mais comuns incluem:

  • Câncer de mama: É o tipo mais incidente em mulheres de todas as idades, incluindo as mais jovens. Casos em pacientes com menos de 40 anos tendem a ser biologicamente mais agressivos e, muitas vezes, não estão ligados aos fatores de risco tradicionais, reforçando a importância de conhecer o histórico familiar e estar atenta a qualquer alteração nas mamas.

  • Câncer de colo do útero: Causado quase que exclusivamente pela infecção persistente do Papilomavírus Humano (HPV), este tipo de câncer pode ser amplamente prevenido. A vacinação contra o HPV, disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, é a principal forma de prevenção.

  • Câncer colorretal: Os diagnósticos em adultos com menos de 50 anos têm crescido globalmente de forma alarmante. Fatores como dieta pobre em fibras, consumo de carne processada, obesidade e histórico familiar aumentam o risco. Sintomas como alteração do hábito intestinal e sangue nas fezes não devem ser ignorados.

  • Câncer de tireoide: É um dos tumores mais comuns em mulheres jovens. Apesar da alta incidência, a maioria dos casos tem desenvolvimento lento e altas taxas de cura, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente.

  • Melanoma: O tipo mais agressivo de câncer de pele. A exposição solar excessiva e sem proteção, incluindo o uso de câmaras de bronzeamento artificial, é o principal fator de risco. A regra do 'ABCDE' para avaliar pintas e manchas é uma ferramenta importante.

Como a prevenção e o diagnóstico precoce funcionam

A adoção de um estilo de vida saudável é a ferramenta mais poderosa para reduzir o risco de desenvolver a doença. Isso inclui manter uma alimentação balanceada, rica em vegetais e frutas, praticar atividades físicas regularmente, evitar o consumo de álcool e não fumar.

Além dos hábitos, a atenção ao próprio corpo e a realização de exames periódicos são fundamentais. O exame de Papanicolau, por exemplo, deve ser feito regularmente a partir dos 25 anos para rastrear lesões no colo do útero que podem levar ao câncer. Para a mama, o autoexame ajuda a identificar nódulos, mas exames de imagem como a mamografia são essenciais, com idade de início variando conforme o risco individual e histórico familiar.

Conhecer o histórico de saúde da família também é crucial. Mulheres com parentes de primeiro grau que tiveram câncer de mama ou ovário podem precisar iniciar o rastreamento mais cedo. A recomendação é sempre conversar com um médico para definir um plano de acompanhamento individualizado e buscar ajuda ao notar qualquer sintoma incomum ou persistente.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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