Com o calendário do IPVA 2026 se aproximando, muitos proprietários de veículos já se preparam para o pagamento. Atrasar ou não pagar o imposto, no entanto, pode transformar uma obrigação anual em uma grande dor de cabeça financeira e administrativa, com multas que crescem diariamente e o risco de ter o veículo apreendido.

A inadimplência gera consequências imediatas para o bolso do contribuinte. Quem perde o prazo de quitação, seja da cota única ou das parcelas, enfrenta uma multa progressiva e juros, que são calculados sobre o valor original do imposto devido. A regularização tardia sempre sairá mais cara.

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Qual o valor da multa e dos juros?

As regras podem variar entre os estados, mas a principal consequência financeira é uma multa que começa a correr no primeiro dia após o vencimento. Geralmente, a penalidade é de 0,33% ao dia sobre o imposto devido, com um teto de 20%. Isso significa que, após aproximadamente 60 dias de atraso, a multa atinge seu valor máximo.

Além da multa, são aplicados juros de mora calculados com base na taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. Os juros aumentam a dívida a cada mês em que o débito permanece em aberto, tornando a quitação cada vez mais pesada. É fundamental consultar a legislação do seu estado para conhecer os percentuais exatos.

Na prática, um IPVA de R$ 1.000, por exemplo, pode rapidamente se tornar R$ 1.200 apenas com a multa máxima. Esse valor ainda será corrigido mensalmente pelos juros, fazendo a dívida crescer continuamente até a sua completa regularização junto à Secretaria de Fazenda.

O que mais pode acontecer?

As complicações não param nas finanças. O não pagamento do IPVA impede a emissão do novo Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), documento de porte obrigatório. Sem o licenciamento em dia, o proprietário fica sujeito a uma série de problemas, como:

  • Inscrição na Dívida Ativa: o nome do proprietário é incluído no cadastro de devedores do estado, o que pode dificultar o acesso a crédito e a participação em concursos públicos.

  • Infração de trânsito: circular com o veículo sem o licenciamento regularizado é considerado uma infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

  • Multa e pontos na CNH: o motorista flagrado nessa situação recebe multa e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

  • Apreensão do veículo: a autoridade de trânsito pode remover o veículo para um pátio credenciado, gerando custos adicionais com guincho e diárias de permanência.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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